Informativo Mundial das Missões - 1º Trimestre de 2014

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Informativo Mundial das Missões - Adultos

Ainda não estamos prontos

4 de janeiro de 2014


Os domingos sempre foram dias atarefados para Lydia e seus irmãos. Seus pais eram muito devotos e incentivavam toda a família a se envolver ativamente na igreja local. O dia se tornava ainda mais especial quando jantavam com os tios e primos. Eles contavam as bênçãos e a vida parecia boa em Cabo Verde, especialmente quando paravam para admirar a beleza do oceano e as montanhas verdejantes da ilha.
Certo dia, a família conheceu um homem chamado Moisés, ancião da Igreja Adventista do Sétimo Dia nas proximidades. A mãe de Lydia ficou interessada ao saber que os membros da igreja estudavam a Bíblia nas manhãs de sábado. Então, decidiu visitar a igreja e conhecer as classes bíblicas sobre as quais Moisés havia falado.
A visita
Num sábado, acompanhada dos cinco filhos, a mãe de Lydia foi à igreja. Gostou tanto das classes, que passou a levar os filhos toda semana. Ela queria que eles ouvissem histórias que os ajudassem a construir um bom caráter e aprender mais sobre Jesus. Finalmente, decidiu ser batizada, embora o esposo não concordasse.
No início, Lydia não se interessou tanto pelos sermões, mas gostava muito dos hinos, apreciava cantá-los e, pouco a pouco eles começaram a tocar seu coração. Depois de algum tempo, ela e a irmã mais velha foram batizadas. Envolveu-se em várias atividades da igreja, mas o coral era sua atividade preferida.
A voz de Lydia foi aprimorada, e logo ficou evidente que ela era muito talentosa. Lydia foi convidada para fazer um teste em um conjunto musical de Cabo Verde, que iria cantar num evento em praça pública. Depois da apresentação, ela foi convidada para fazer parte do grupo e assinar um contrato para uma turnê pela França. Que oportunidade! Além disso, ela receberia um salário.
Lydia pensou muito sobre o assunto. Sua família era pobre e o dinheiro ajudaria bastante. Ela ficaria muito feliz em ajudá-los.
"O que devo fazer?", ela pensava. "Isto era plano de Deus, ou seria melhor ajudar a família em casa?" Ela não tinha certeza, mas queria ajudar financeiramente. O pai permitiu que ela assinasse o contrato. Entretanto, a mãe não concordava com isso.
O sonho
Lydia decidiu assinar o contrato numa quinta-feira. Mas, na quarta-feira, enquanto dormia, teve um sonho. "Estávamos no telhado de minha casa: meus pais, todos os familiares e vizinhos. No sonho, as crianças brincavam e os adultos conversavam. De repente, ouvimos um barulho e vimos algo caindo. A princípio parecia neve. Minha mãe disse que era o fim do mundo, meu pai disse que era uma guerra. Eu estava com medo e me escondi atrás de minha mãe. Falei que, se fosse o fim do mundo, mamãe deveria dizer a Deus que ainda não estávamos prontos.
"Uma nuvem brilhante se aproximou. Dentro da nuvem conseguimos ver alguém vestido com uma túnica branca. Agarrei-me à minha mãe, enquanto todos gritavam: 'Jesus! Jesus!" Em seguida a multidão se dividiu e Deus disse: 'Lydia, por que você está se escondendo de Mim?' Eu estava tremendo e não sabia o que dizer. Então, Deus disse: Vim para dizer que você deve confiar e Me seguir. Ainda não chegou o fim do mundo.' Então, sorriu e se despediu de mim." No sonho, Lydia acenou de volta enquanto a nuvem subia mais alto antes de desaparecer.
Ela deve ter gritado durante o sonho, pois seus pais correram para o quarto e perguntaram o que tinha acontecido. Ela não estava pronta para contar o sonho, então, eles se sentaram no chão, perto da cama, até que ela voltou a dormir.
A decisão
Na manhã seguinte, os pais perguntaram o que tinha acontecido e ela disse que tinha tomado uma decisão. Mesmo que já tivesse uma quantia para suas despesas e um novo passaporte para viajar com o grupo, decidiu não assinar o contrato naquele dia, e nunca mais cantou com o grupo. Em vez disso, organizou um grupo musical em sua igreja. Eles viajam para vários lugares de Cabo Verde. Lydia aprendeu a testemunhar por meio da música e se casou com o pianista da igreja.
Hoje, Lydia e sua família moram em Dakar, Senegal. Sua vida está centralizada em Deus. Ela está envolvida ativamente com o ministério das crianças. Ela e seu esposo têm um menino e estão esperando a chegada do segundo bebê.
Lydia é grata a Deus pelo que Ele tem feito por ela e honra seu compromisso de segui-Lo por toda a vida.
Resumo Missionário
As ilhas de Cabo Verde se originam das profundezas do Oceano Atlântico a cerca de 480 quilômetros da costa da África Ocidental.
Vulcões ativos, canyons profundos, planícies desérticas e praias compõem a paisagem.
Os moradores sentem a brisa do Oceano Atlântico e os ventos do deserto do Saara.

 

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As Crianças de Níger

11 de janeiro de 2014


Como alcançar um país com a mensagem de salvação onde é proibido falar de Jesus?
Nota: Peça a três pessoas que participem deste informativo. [Um narrador, Mariama e Mustapha. Os participantes devem contar a história, em vez de ler.]
Narrador: Como alcançar um país para Cristo quando quase ninguém é cristão e falar sobre Jesus é ilegal? Quando isso acontece, os cristãos procuram maneiras de encontrar pessoas espiritualmente famintas. Em alguns casos, a igreja tem conseguido entrar nesses países por meio do trabalho médico, escolas ou por intermédio da Adra.
Mesmo os governos que não querem nada com o cristianismo recebem alegremente os projetos da Adra.
O desafio de Níger
Níger é um país com cerca de nove milhões de habitantes. A maioria é muçulmana. É ilegal falar sobre Jesus ou tentar converter um muçulmano ao cristianismo. Na verdade, quando as pessoas tentam fazer isso, são encarceradas, sentenciadas à morte ou extraditadas.
Mas Deus tem Suas maneiras de agir. Vamos visitar uma escola patrocinada pela Adra e conversar com alguns jovens que descobriram que Jesus pode fazer diferença na vida.
Ao entrarmos na escola, notamos que a maioria das crianças não tinha mais de dez unos. Muitas famílias não enviam os filhos mais velhos à escola, mas os deixam em casa para que ajudem no sustento da família. Assim, crianças que não foram à escola antes do décimo aniversário raramente aprendem a ler e escrever. Mas na escola da Adra a ênfase é ensinar às crianças maiores a ler e escrever e também aos país.
Encontramos garotas na escola. Muitos pais não acham importante que as meninas aprendam a ler. Mas na escola da Adra, as garotas são bem recebidas. Meninos e meninas desejam ansiosamente aprender a ler e a escrever. Os alunos aprendem muito mais do que apenas ler e escrever. Eles aprendem bons hábitos de saúde e a planejar uma dieta adequada. Também aprendem sobre Jesus.
Vamos conhecer uma das alunas. Seu nome é Mariama*. Ela tem 14 anos.
Mariama:
Sou muito feliz por frequentar a escola da Adra. Quando eu tinha dez anos, minha mãe arranjou um casamento para mim com um rapaz mais velho do que eu. Eu não queria casar e disse isso para ela. Por isso ela ficou muito brava. Se eu me casasse com aquele rapaz, minha mãe receberia dinheiro e presentes da família dele. Mas, meu pai entendeu meus sentimentos e me apoiou na recusa do casamento, assim como me apoiou quando eu quis passar a frequentar a escola. Se não fosse meu pai e a escola da Adra, eu nunca teria tido chance de estudar.
Algo especial aconteceu desde que comecei a estudar na escola da Adra. Durante a semana ouvimos histórias sobre Jesus. Os professores nos dizem que Ele nos ama e quer o melhor para nós. Somos ensinados a cantar e a ler histórias bíblicas, e passei a frequentar a Escola Sabatina, a fim de aprender mais sobre Jesus. Eu O amo!
Mas, minha família não ficou feliz, quando lhe falei sobre Jesus! Algumas vezes tenho sido espancada, por querer ser cristã. Noutras vezes, minha mãe me ameaça e me obriga a dormir com fome, tentando me convencer a permanecer na religião da família. Mas quero ser fiel a Jesus. Continuo frequentando a escola e a igreja e também tento falar à minha família que Jesus a ama.
Mustapha:
Meu nome é Mustapha e tenho doze anos. Sempre quis frequentar a escola da Adra, mas meu pai não permite. Meu desejo de aprender era tão grande que comecei a fugir para ir à escola. Ficava do lado de fora ouvindo o professor.
Certo dia, o professor descobriu que eu estava indo à escola contra a vontade do meu pai. Então, veio conversar comigo por um longo tempo e lhe falei sobre meu desejo de aprender. Ele decidiu pedir permissão ao meu pai, mas sendo muçulmano rigoroso, meu pai não permitiu. Então, o assistente social convenceu meu pai e ele permitiu que eu me matriculasse na escola da Adra. Fiquei muito feliz! Hoje, assisto às aulas e aprendo muita coisa, sem temer que meu pai fique zangado.
Durante vários meses ouvi as histórias bíblicas e frequentei os cultos de sábado. Aprendi mais sobre Deus e Jesus, que é meu Irmão e meu Amigo. Certo dia, o professor de religião fez um apelo aos estudantes que quisessem se tornar cristãos. Prontamente me levantei respondendo ao apelo. Quero ser cristão!
Narrador: Os professores da escola em que Mariama e Mustapha estudam desejam que todas as crianças tenham oportunidade de aprender. Querem educá-las integralmente - mental, física e espiritualmente. Também desejam mostrar às crianças e aos seus familiares o amor de Deus. Eles fazem isso em um ambiente que lhes dá liberdade de manter as crenças islâmicas se assim o desejarem.
No ano passado, o governo de Níger deu um excelente terreno para a construção da Escola Fundamental Adventista. O terreno foi doado poucas semanas antes do início do ano escolar. Por isso, foram construídas apenas algumas salas provisórias. Quando a escola abriu, 200 crianças foram matriculadas!
Neste ano, dois prédios foram construídos e 320 alunos matriculados. Além das classes do ensino fundamental, a escola tem classes de alfabetização para alunos na faixa etária de dez a vinte anos.
A equipe da Adra organizou programas semanais para os estudantes mais velhos. Eles incluem música, artesanato e outros projetos, além de oração e aulas de religião. No início, alguns alunos resistiram à parte religiosa, mas em pouco tempo passaram a fazer pedidos de oração nas aulas da manhã.
Deus trabalha em silêncio no coração das pessoas nesse país muçulmano. Os obreiros e os novos membros, como Mustapha, Mariama e família, precisam de suas orações.
*Mariama e Mustapha são pessoas que tiveram os nomes modificados para preservar sua identidade e a identidade da escola. Riccardo Orsucci escreveu esta história quando foi diretor da Adra e presidente da Níger a Station. Edwin Eisele trabalha na União Missionária de Sahel, localizada em Lome, Togo.
(Esta história foi publicada no Informativo Mundial das Missões em 1996)

 

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O técnico evangelista

18 de janeiro de 2014


Francis não se deixou impressionar pela igreja que sua irmã passou a frequentar. Repentinamente, ela mudou a maneira de se vestir e deixou de comer determinados alimentos. Mas, o pior de tudo era que ela não mais podia trabalhar aos sábados. "Que tipo de pessoa não pode trabalhar aos sábados?", ele pensou. "Só podem ser pessoas preguiçosas! É tão difícil encontrar um emprego. Como elas esperam ganhar a vida sem trabalhar no sábado?"
Secretamente, Francis zombava da irmã por haver se tornado adventista do sétimo dia, mas decidiu ser paciente. Ele tinha certeza de que a irmã recobraria o juízo e voltaria para a religião da família.
Da descrença à conversão
Depois de passar o dia na igreja, a irmã voltava para casa bem-humorada e alegre. Então, contava para o irmão as histórias que tinha ouvido e comentava sobre o que o pastor tinha falado. Algumas vezes, cantava hinos que tinha aprendido. Ele ouvia educadamente. Afinal, era sua irmã, mas ele não se impressionava. Mesmo assim, era bom vê-la contente.
Certo dia, ele pediu que a irmã explicasse porque ela guardava o sábado. Ela abriu a Bíblia e mostrou-lhe várias passagens. "Faz sentido" ele pensou, "mas nunca serei adventista!"
Certa vez, ele ficou surpreso quando se viu na igreja da irmã no culto de oração de quarta-feira. Ela o havia convidado, e ele simplesmente atendeu. A mensagem que ouviu tocou seu coração. Em pouco tempo, ele estava frequentando os cultos da igreja regularmente, e aceitando as verdades bíblicas que aprendia. Finalmente, decidiu seguir a Cristo pelo resto da vida, e foi balizado. Ao sair das águas batismais, Francis sorria, porque havia se tornado adventista, algo que nunca havia desejado ser.
Demissão do trabalho
Francis estava estudando para se tornar instalador de ar-condicionado, mas acreditava que não poderia continuar os estudos, por causa do sábado. Depois de muitas noites orando sobre o que devia fazer, decidiu conversar com o chefe. Este explodiu de raiva e decretou: "Sou o chefe e trabalho aos sábados. Você é apenas um aprendiz! Acha que pode relaxar? Você pode fazer tudo que quiser depois de terminar o curso, mas será demitido se não aparecer para o treinamento." Os pais de Francis tentaram intervir em favor dele, mas não conseguiram ajudá-lo. Ele foi demitido.
Essa foi uma época desanimadora. Sem emprego, sem dinheiro e morando com os pais. As pessoas começaram a comentar quão tolo ele era. "Por que você desistiu de um bom emprego que ajudaria você a se manter no futuro? Agora você não tem nada", diziam. Ele respondia que Deus tinha o primeiro lugar em sua vida. Então, começou a fazer evangelismo de casa em casa, enquanto pensava no futuro.
Francis continuou orando para que Deus o ajudasse a encontrar nova chance de continuar o curso, até que encontrou um lugar que não lhe exigia trabalhar aos sábados. Ele possuía habilidade inata para entender o funcionamento das máquinas e como consertá-las. Aqueles que o conheciam não ficaram surpresos quando ele se graduou como o primeiro da turma.
Finalmente, o sucesso!
Francis ficou emocionado quando os membros da igreja que oraram por ele realizaram o culto de ação de graças pela formatura. Agradeceu o apoio, e os irmãos ficaram felizes pela conquista inspirada na fidelidade.
Trabalhando honestamente e com qualidade, em poucos anos, ele conseguiu sucesso. Francis está satisfeito com sua profissão, tem boa renda, porém ama muito mais o evangelismo. Descobriu que tem talento para essa atividade e usa o dinheiro que ganha para patrocinar eventos evangelísticos. Recentemente, sete pessoas foram batizadas como resultado do seu trabalho. Atualmente, ele é casado e tem três filhos. Seu principal lema é: "Peça a Deus e Ele responderá".

 

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A alegria de Jean Paul

25 de janeiro de 2014


Jean Paul estava sozinho e triste. Ele queria fazer amigos, mas as outras crianças o evitavam ou fingiam que não o viam. A hora do recreio era muito difícil para Jean Paul. As crianças jogavam futebol, seu jogo favorito, mas ele nunca era convidado a participar, ele tinha poliomielite, doença que deixava suas pernas muito fracas, impossibilitando-o de caminhar. Por isso, ele se locomovia em uma cadeira de rodas.
Seus pais também ficavam preocupados. A escola não queria que Jean Paul continuasse estudando lá. "Não podemos atender as necessidades do seu filho", explicava o diretor. '"temos escadas e ele não tem condições de subir."
Os pais de Jean Paul procuraram várias escolas na cidade, mas quando os diretores ficavam sabendo que ele usava cadeira de rodas, respondiam que a escola não tinha estrutura para recebê-lo.
Encontrando uma escola
Então, alguém sugeriu que procurassem a escola adventista. Talvez ele pudesse estudar ali. Os pais foram até a escola. Não era tão bonita como as outras, mas o diretor os recebeu e mostrou-lhes a pequena escola de três salas.
Quando os pais de Jean Paul voltaram para a sala do diretor, entreolharam-se, então o pai falou: "Nosso filho é brilhante, mas não pode andar. Ele teve poliomielite e precisa usar uma cadeira de rodas." Com isso, os pais esperaram o olhar de rejeição do diretor, mas receberam um sorriso.
"Vocês gostariam de trazer seu filho para conhecer as crianças?" o diretor perguntou. "Tenho certeza de que podemos fazer alguns arranjos para acomodá-lo aqui."
Na segunda-feira de manhã, Jean Paul em sua cadeira de rodas foi levado pelos pais à pequena escola adventista. O diretor os recebeu e apresentou Jean Paul aos alunos. As crianças cumprimentaram e o professor indicou seu lugar. "Bem-vindo!", as crianças disseram.
O novo goleiro
No recreio, as crianças correram para a porta da sala de aula. Jean Paul virou a cadeira de rodas em direção à porta, e viu que um dos colegas havia colocado um pedaço de madeira na porta, permitindo que Jean saísse. As crianças começaram a jogar futebol. Mas Jean Paul se conteve.
O professor caminhou ao lado de Jean Paul e perguntou: "Você gosta de futebol?"
"Sim, senhor!", Jean Paul disse. "Gosto de ser goleiro."
"Lucas! Omar! Acho que temos um novo goleiro para o time!", disse o professor. Omar correu para o professor, enquanto este dizia: "Jean Paul disse que é goleiro! Você acha que o time precisa de um goleiro?"
Diante do sorriso do professor, Omar respondeu: "Claro!" enquanto empurrava a cadeira de rodas de Jean Paul até a trave. Jean Paul deslizou até o chão. Ele não conseguia caminhar, mas podia se movimentar rapidamente! O jogo começou e ele defendeu vários chutes a gol, pegando a bola ou balançando o corpo para bloquear o gol.
Daquele dia em diante, Jean Paul se tornou o goleiro da escola adventista em Dakar.
"Estou muito feliz por estar nesta escola", ele diz. "As crianças são bondosas, me deixam brincar com elas e me incluem nos trabalhos escolares."
Uma missão para Dakar
Apenas algumas crianças da escola de Jean Paul são de lares adventistas. A maioria delas é muçulmana. Mas juntas, as crianças estão aprendendo a servir a Deus e a se respeitar mutuamente.
A oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre ajudará a construir mais salas de aula na pequena escola adventista, bem como a comprar livros para a biblioteca que será construída. Assim todos os alunos poderão ler mais a respeito de Deus.
Resumo Missionário
Senegal é o país mais ocidental da África. Dakar é a capital e a maior cidade do país. Está localizada em um ponto que se projeta para o Oceano Atlântico.
Nesse país, o clima é quente. As estações são chuvosa e seca.
Existe muita vida selvagem no país, mas os maiores animais - elefante, leão, leopardo e antílopes - vivem na metade oriental do país, onde há poucas pessoas.
O francês é o idioma oficial no Senegal, embora quase todos os moradores falem, pelo menos, uma língua africana.
Aproximadamente 94% das pessoas que vivem em Senegal são muçulmanas. Os 6% restantes são cristãos ou seguem crenças tradicionais.

 

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A dança dos espíritos

1 de fevereiro de 2014


Daniel mora em Benin, país berço do vodu. A avó dele era sacerdotisa vodu. Quando ela morreu, foi substituída nesse ofício pela mãe de Daniel. Seu pai também era um adorador vodu, por isso Daniel estava envolvido profundamente com esse culto, participando de muitas cerimônias.
A mãe e a avó diziam que pertenciam ao espírito do mar. Elas acreditavam que esse espírito toma posse da pessoa que deve se tornar sacerdotisa. Essa pessoa, quase sempre uma mulher, realiza rituais para tornar as mulheres férteis, para ajudá-las a conseguir emprego ou dinheiro, trazer o homem amado de volta ou dar poder. Os devotos oferecem cabras, galinhas, bebidas ou dinheiro para cumprir o ritual. Uma vez que a pessoa preste serviços à sacerdotisa, torna-se serva da sacerdotisa e do espírito do mar. As sacerdotisas podem ser facilmente identificadas porque, na sexta-feira, todas vestem roupas brancas.
As mulheres que visitam a sacerdotisa são instruídas a sussurrar seu problema em uma concha. Essa concha, colocada junto ao ídolo, supostamente sussurra o problema da pessoa à sacerdotisa. Em seguida, a sacerdotisa joga a concha no chão e começa a cantar. A posição dos búzios indica à sacerdotisa qual é o problema. Então, ela orienta o que a pessoa deve fazer e ofertar para receber o que deseja. Às vezes precisam sacrificar animais antes de receber ervas ou óleo para "curar" a doença.
O pai de Daniel adorava espíritos de pessoas mortas. Ele pedia que os espíritos voltassem e trouxessem paz aos que estavam enfrentando problemas.
O alerta divino
Tradicionalmente, Daniel devia seguir os pais na prática do vodu. O pai o iniciou nos segredos de como devia ser feito esse trabalho. Explicou que as danças dos "espíritos" durante os rituais do vodu só podiam ser realizadas por homens ou meninos. Também convidou Daniel para participar dançando e ser um dos "espíritos". Disse-lhe que, se dançasse bem, receberia um pagamento. "Mas tenha cuidado", alertou, "as pessoas ficam com inveja e tentarão matar você".
Poucos dias depois, algumas pessoas contrataram o grupo de dançarinos dos espíritos para dançar em uma cerimônia. O grupo dançou bem, e Daniel se destacou, conseguindo bom dinheiro. Ele não notou nenhum olhar de inveja, mas ao voltar para casa não se sentia bem.
Poucos dias depois, suas pernas começaram a inchar e ficar doloridas. Ele as mostrou ao pai, e ouviu que alguém lhe tinha rogado praga. O pai disse que era urgente começar um tratamento, ou ele podia morrer. Daniel não sabia quem o tinha amaldiçoado, mas estava com medo. Então, foi até um velho sacerdote do vodu, que o tratou e em poucos dias se sentiu melhor. Mas Daniel percebeu que aquela dança do mal era muito perigosa, e ele precisava se afastar disso, rapidamente.
A reviravolta
Anteriormente, Daniel já tinha ouvido falar de Jesus, mas zombava dos cristãos, pois não acreditava que o Deus deles fosse diferente dos deuses vodu. Depois daquela expência de quase morte, ele resolveu não mais zombar de ninguém que fosse fiel a Deus. Certo dia, ele ouviu a respeito de um evangelista, entrou na tenda em que ele pregava e sentou-se para ouvir. Parecia que o pregador o conhecia, pois falava diretamente para ele. Daniel se sentiu tocado e continuou frequentando as reuniões. Quando o pastor apelou para que as pessoas abandonassem os deuses tradicionais e entregassem a vida a Jesus, Daniel prontamente atendeu. Ele queria tornar-se servo de Deus.
Daniel nada disse aos pais sobre sua decisão de se tornar cristão, pois sabia que eles ficariam zangados. Mas estudou a Bíblia com o evangelista. Ao sentir que estava preparado, foi a uma cidade distante e foi batizado.
Logo depois do batismo, o pai o chamou para dançar em um grande festival de espíritos no vilarejo. Daniel respondeu: "Eu não danço mais." O pai insistiu, então, Daniel respirou profundamente e disse: "Encontrei um poder mais forte que a feitiçaria." Ele sabia que suas palavras eram desafiadoras para o pai e para os dançarinos de espíritos que entravam na selva para praticar juju, um tipo de feitiçaria que consistia basicamente em colocar ervas trituradas na pele.
O sequestro
Sentindo falta de Daniel na sessão da selva, algumas pessoas foram chamá-lo e ele disse que não mais dançaria. As pessoas argumentaram e tentaram convencê-lo, mas Daniel se recusou. Então, os dançarinos o agarraram e o forçaram a ir com eles.
Quando chegaram ao local em que o ritual de dança era preparado, alguém o obrigou a beber algo e Daniel perdeu a consciência. Tentaram acordá-lo, mas ele dormiu até o dia seguinte. Tentaram obrigá-lo a dançar, mas ele não conseguia ficar em pé. Finalmente, o pai disse que o deixassem em paz. Daniel dormiu durante todo o ritual.
Depois que o ritual terminou, Daniel recobrou a consciência e o pai o levou para o lado e o fez lembrar-se dos votos de não contar o que era feito no ritual. Então, um amigo disse para ele que era melhor deixar a aldeia ou enfrentar a morte. Daniel deixou o vilarejo.
Ele estava com 18 anos, sem emprego, sem dinheiro e só tinha quatro anos de estudo. Mas Deus não o havia abandonado. Então, aprendeu uma profissão para se sustentar. Não é seguro voltar à aldeia em que os pais moram, pois algumas pessoas desejam matá-lo. Porém, Daniel não tem medo dessas pessoas, pois sua fé em Jesus é mais forte que os deuses vodus.
A oferta do décimo terceiro sábado ajudará os missionários a contar ao povo de Benin e ao mundo que Jesus é o único Deus verdadeiro. Sejamos liberais.

 

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Uma luz no vilarejo

8 de fevereiro de 2014


Enquanto Yefundé se inclinava sobre a pá, revirando o solo em volta de cada montículo de inhame, pensava nas três filhas que iam para a escola com os amigos. Quem dera que o trajeto até a cidade não fosse tão longo! Mas nada podia ser feito. Não havia ônibus escolar. A comunidade rural em que viviam ficava perto de Parakou, na região central de Benin, e não havia escola nas redondezas.
Jibade estava afiando uma ferramenta agrícola quando ouviu a sirene de uma ambu¬lância que passava. "Querido Deus", ele orou, "por favor, ajude para que meus filhos estejam bem. O mais novo é tão pequeno! Por favor, Senhor, ajude-os a chegar à escola em segurança." Todos os pais ficam preocupados ao ouvir as sirenes, pois o tráfego pesado torna a estrada muito perigosa.
Crianças em perigo
A estrada em Parakou está em boas condições, mas sempre fica congestionada. Caminhões que cruzam o país utilizam a rodovia, deixando pouco espaço para motos, carros e pedestres. Aqueles que não têm nenhum meio de transporte têm que compartilhar a rodovia com o tráfego. Esse é o caminho das crianças até a escola. Elas precisam ficar sempre alertas, tomando muito cuidado para se manter longe da pista. No fim do dia, mães e pais observam as crianças voltando pela estrada movimentada, suspirando de alívio quando cada uma delas chega em casa.
Os adultos trabalham diariamente no campo. Muitas vezes, as mães trabalham com o bebê amarrado às costas. Depois das aulas, os irmãos mais velhos ajudam a mãe carregando os irmãozinhos nas costas e cuidando deles enquanto elas realizam as tarefas.
Terreno para uma escola
O chefe do vilarejo e os membros do conselho tribal já haviam discutido sobre a escola muitas vezes, até que o chefe teve uma ideia e a compartilhou com os demais participantes. Ele era proprietário de um pedaço de terra e expôs as vantagens de doar parte desse terreno para uma organização construir uma escola. As crianças teriam oportunidade de receber boa educação perto de casa. Com uma escola perto, haveria grande chance de que terminassem os estudos e conseguissem melhores oportunidades de emprego no futuro. Mas, como encontrariam alguém confiável para construir a escola? Eles não sabiam que Deus já estava resolvendo o problema.
Naquela época, não havia sequer uma escola adventista em todo o país de Benin. Como os administradores da igreja estavam procurando um lugar para construir a primeira escola de ensino fundamental em Benin, sentiram-se impressionados a procurar um terreno nas redondezas de Parakou. Adivinhem para onde Deus os conduziu? Para a propriedade linda e exuberante, doada pelo chefe do vilarejo!
Luz na escuridão
O chefe, os membros do conselho e as pessoas do vilarejo ficaram emocionados com a notícia de que uma nova escola seria construída na comunidade. Sabiam que seria uma escola cristã e estavam ansiosos para receber os professores adventistas que educariam muito bem as crianças. Queriam que a escola tivesse eletricidade para que, como disseram, fosse literalmente uma "luz na escuridão" naquele lugar.
Um poço foi cavado na propriedade. As primeiras seis salas de aula foram construídas e, tão logo seja possível, serão construídas outras seis salas. Os planos para o futuro incluem a construção de uma clínica no mesmo terreno. Os líderes e a população da vila estão ansiosos para que a construção da escola de Parakou seja concluída.
A oferta do décimo terceiro sábado deste trimestre ajudará a alcançar esse objetivo. Muito agradecemos por ajudarem a construir a primeira escola adventista em Benin. É um abençoado privilégio participar desse projeto histórico.
Simon Djossou é pastor da igreja adventista em Parakou. Ele tem trabalhado com o chefe do vilarejo e os homens do conselho, enquanto desenvolvem planos para a nova escola.

 

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O homem que não usava sapatos

15 de fevereiro de 2014


Zouchémè nunca usava sapatos em casa, nem nos campos, nem quando precisava ir para a aldeia vizinha. Não era a pobreza que o fazia andar descalço. Ele havia feito um acordo com o diabo e os maus espíritos de que, se eles o tornassem poderoso, ele não calçaria sapatos, porque esse poder seria recebido através dos pés.
Na verdade, em termos diabólicos, Zouchémè era muito poderoso. Em um dos seus rituais, ele colocava alguns ossos de galinha, pequenas pedras e um pedaço de cordão em uma pilha diante dele. Então, cantando uma secreta frase fetichista, despejava sangue de galinha sobre essa pilha e lia orientações dos espíritos sobre maneiras de amaldiçoar alguém, ou como remover uma maldição e aparentemente curar um doente. Se alguém quisesse matar um inimigo, pedia ajuda a Zouchémè. Então, por meio do ritual feito, mesmo que estivesse distante o inimigo adoecia e morria.
O homem carregava nas mãos a doença e a morte para distribuir onde lhe aprouvesse e, conforme as pessoas estivessem dispostas a pagá-lo por seus poderes. Zombava de qualquer pessoa que acreditasse no cristianismo, até mesmo do seu patrão na padaria local, conhecido como Papa Basile. Papa Basile era um novo adventista, e quando Zouchémè soube que seu patrão havia se tornado cristão, gritou: "Oh, patrão, que nova loucura é essa?"
Ajuda dos cristãos
Certo dia, o poder de Zouchémè pareceu acabar. Depois de ter sido abandonado pela primeira esposa, ele se casou com outra mulher e tiveram vários filhos. Então, inesperadamente, a esposa e seus filhos ficaram muito doentes. Ele invocou os espíritos para curá-los, mas ninguém melhorou. Tentou toda cerimônias que conhecia, toda cantilena de que podia se lembrar, mas os espíritos nada responderam. Muitas vezes ele havia curado pessoas da mesma enfermidade que importunava sua família, mas agora nada parecia funcionar. Então, Zouchémè passou a tentar descobrir o que havia neutralizado seus poderes junto aos espíritos. Começou a perder a esperança de curar a família. Em desespero, Zouchémè mandou chamar seu patrão. Papa Basile foi rapidamente, levando consigo alguns membros da igreja adventista. Quando chegaram, Zouchémè rogou-lhes que curassem sua família.
O pequeno grupo de cristãos olhou ao redor da cabana imunda daquele sacerdote fetichista. "Teremos de remover todos os seus objetos de magia antes de convidarmos nosso Deus para vir aqui", disse Papa Basile. Silenciosamente, Zouchémè concordou. Os cristãos removeram as tigelas de ervas do homem, os cordões, pedras e outros objetos de magia. Queimaram tudo o que puderam e enterraram o restante das coisas, enquanto, a distância, os aldeões observavam estupefatos. Poucas pessoas da aldeia gostavam do feiticeiro, e ninguém fez objeção à destruição dos utensílios malignos dele.
Quando a cabana estava limpa, os cristãos se reuniram em torno da família enferma e leram a Bíblia. Depois, oraram fervorosamente para que Deus os curasse e lhes mostrasse que o verdadeiro poder vem do verdadeiro Deus do Céu. Imediatamente, todos começaram a se sentir melhor.
Zouchémè ficou convencido. Renunciou aos maus espíritos e voltou-se para o Deus verdadeiro e todo-poderoso, o único que pôde curar sua família e transformar sua vida. Ele e a esposa pediram que Papa Basile e seus amigos lhes falassem mais acerca de Deus e da Bíblia, e passaram a frequentar a igreja adventista.
Zouchémè cresceu no amor a Deus e começou a partilhar a fé em Jesus, conforme seu patrão lhe havia mostrado. Um dia, ele confessou como havia perseguido Papa Basile por causa da fé cristã, enviando uma cobra venenosa para picar os calcanhares dele. Agora dois são irmãos em Cristo.
"Irmão Mathias"
O ex-feiticeiro e sacerdote fetichista Zouchémè renunciou ao seu passado. Ao ser batizado, mudou seu nome, que significava "alimento para o diabo". Agora é conhecido como Irmão Mathias. E o homem que andava descalço porque tinha feito um acordo com o diabo está aprendendo a usar sapatos.
Mas o diabo não abandona facilmente o domínio sobre as pessoas. Certo sábado, durante o culto, um dos seus filhos subitamente perdeu a consciência. Desfalecido, ele ficou inerte. Os membros da igreja rapidamente se reuniram em torno da criança, oraram, e Jesus a livrou da ameaça de morte. Esse milagre impressionou todos os que o presenciaram.
Benin e Togo são países vizinhos minúsculos encravados entre Gana e Nigéria, na África Ocidental. Cerca de mil adventistas moram em Benin, país com uma população superior a cinco milhões de pessoas. Esses países são chamados de capital do voduismo. Mais da metade da população de Benin ainda pratica religiões tribais. O vodu é uma poderosa forma de bruxaria em partes da África e do Caribe. Incorpora o culto aos ancestrais e a adoração ao diabo com superstição e sacrifício de animais.

 

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Servindo a Deus no terreno de Satanás

22 de fevereiro de 2014


(Peça que um homem apresente este informativo na primeira pessoa)
Sempre me considerei cristão. Minha família e eu frequentávamos a igreja, mas percebi que ela não me ajudava a me aproximar de Deus, mais que meus amigos que nunca tinham frequentado uma igreja. Muitas vezes, vi membros da igreja participarem de cerimônias vodu que fazem parte da vida e cultura de Benin. Certo dia, pedi que Deus me mostrasse a melhor forma de adorá-Lo em espírito e em verdade.
Comecei a participar dos cultos de um grupo carismático, mas os membros tiveram uma desavença entre eles, e a congregação se dividiu em duas. Alguns irmãos convidaram um adventista do sétimo dia para partilhar suas crenças com os remanescentes de nossa congregação. O que aquele homem falava tinha sentido, e alguns membros começaram a estudar a Bíblia com ele. Convenci-me de que Deus havia respondido minha oração. Essa igreja tem todo o seu fundamento na Bíblia e rejeita qualquer coisa relacionada à feitiçaria. Cerca de 25 membros da igreja carismática decidiram ser batizados na igreja adventista, incluindo minha esposa e eu.
Desejo e dilema
Minha esposa e eu ansiávamos compartilhar nossa descoberta na minha terra natal, então decidimos voltar para a vila. Após cinco anos, estava estabelecido um grupo de 38 membros.
Então, meu sogro faleceu e, com isso, surgiu um grande problema. Minha esposa era a única filha e esperavam que ela estivesse presente no funeral. Mas sabíamos que não poderíamos fazer parte das cerimônias vodu que acompanhavam os rituais fúnebres nas duas semanas que se seguiam. Chegamos ao vilarejo para enterrar meu sogro, mas fomos embora antes que começassem as danças, os sacrifícios e a bebedeira. Os adoradores do vodu, presentes ao funeral do meu sogro ficaram irritados com nossa atitude, mas não pagamos pelas bebidas alcoólicas nem participamos das cerimônias. Eles juraram que se vingariam nos matando.
O poder do vodu
Por experiência própria, sabíamos que o poder do vodu é forte. Eu tinha sido vítima de maldição fazia algum tempo. A pessoa me amaldiçoou dizendo que eu nunca poderia atravessar o rio sem afundar. Vivíamos do outro lado do rio e, sempre que precisava atravessá-lo, alguém tinha que me resgatar; do contrário, eu me afogaria. Por anos caminhei vários quilômetros até a ponte mais próxima evitando atravessar o rio.
Mas quando me tornei cristão, minha esposa me desafiou a fazê-lo em um pequeno barco. Ansioso, orei pedindo proteção divina, entrei no barco e atravessei o rio. Nada aconteceu. Percebi que Deus é mais poderoso que o vodu e supera qualquer maldição. Essa experiência nos deu confiança, e sabíamos que, pedindo a proteção de Deus, estaríamos livres de qualquer praga.
Logo após a morte do meu sogro, minha esposa ficou grávida. Completada a gestação, ela entrou em trabalho de parto, mas o bebê não nascia. Fomos de um hospital a outro procurando ajuda. Finalmente, conseguimos atendimento no hospital principal do país. Ali, os médicos realizaram a cesariana e retiraram o bebê. Quando examinaram o útero dela, viram que estava coberto de buracos - resultado de uma maldição de vodu contra ela. Médicos de vários setores do hospital se aproximavam para ver o quadro e disseram que não conseguiriam restaurar o órgão. Só Deus poderia curá-la. Oramos, e a cura aconteceu.
Lutando contra o inimigo
Meu irmão mais novo e sua família se uniram à igreja adventistá. Certo dia, as pessoas de sua comunidade o acusaram de ofender o sacerdote vodu. Então, exigiram que ele comprasse licor para toda a comunidade e se desculpasse com o sacerdote. Mas nós recusamos fazer isso. Cerca de 30 pessoas se mobilizaram com o intuito de matar meu irmão e sua família, e eles fugiram para minha casa. Ajoelhamos e oramos pedindo a proteção divina. Furiosos, os aldeões rodearam nossa casa, cantando e gritando, mas não conseguiram nos atingir.
Quando a multidão se dispersou, descobrimos que tinham levado a canoa que meu irmão usava para pescaria e transporte para o vilarejo. Eles amaldiçoaram a canoa e a deixaram no meio da casa vodu.
Os oficiais da igreja procuraram o prefeito e lhe explicaram o que tinha acontecido. O prefeito disse que, se a igreja trouxesse o licor ele consideraria o caso. Quando os oficiais da igreja explicaram que não usavam nem tocavam em bebidas alcoólicas, o prefeito os despediu dizendo:
"Então peguem a canoa e corram o risco."
Sabíamos que a canoa havia sido amaldiçoada e poderíamos ser envenenados e até morrer se tocássemos nela. Mas, oramos pedindo proteção divina e fomos resgatá-la. Então, a levamos até a margem do rio, lavamos e a dedicamos novamente a Deus. Os moradores da vila ficaram maravilhados porque, mesmo tocando na canoa, os adventistas não morreram.
Três dias depois, o grande centro de concreto de vodu desmoronou como se uma pesada mão o tivesse esmagado. Inclusive a fundação do prédio foi destruída.
"Quem são esses adventistas que têm mais poder que nós?", as pessoas perguntavam. Alguns tentaram amaldiçoar os adventistas, mas outros tinham medo.
"Eles destruíram nosso templo", diziam.
Algumas pessoas amaldiçoaram os membros da igreja, desejando que morressem e suas casas fossem queimadas. Os adventistas jejuavam e oravam pedindo a proteção de Deus. Isso continuou por sete dias. Então, certa noite, três sacerdotes vodu morreram de causas desconhecidas.
Algumas pessoas foram aos nossos cultos para descobrir onde estava nosso poder. Mas eles não encontravam nada daquilo que procuravam. Finalmente as pessoas, os sacerdotes vodu e o prefeito pediram perdão aos adventistas e suplicaram que estes não os amaldiçoassem.
Quase diariamente nos deparamos com maldições do inimigo. Uma mulher da igreja foi coletar dinheiro para algumas pessoas, mas na volta para casa ela começou a latir. A família dela a levou para a igreja, oramos durante horas até que ela conseguiu falar normalmente. Alguém tinha jogado praga contra ela.
Orando por uma igreja
Algumas pessoas perceberam esses milagres e sinceramente se aproximaram da igreja em busca do poder de Deus. Agora fazem parte do nosso grupo. Elas perceberam que não temos nenhum poder escondido exceto o poder da fé em Deus.
Nossos cultos são realizados em uma pequena capela coberta com palha, construída em um terreno alugado. Ela não é bonita, mas é o que podemos ter. Somente três membros de nossa congregação possuem empregos estáveis - um pescador, um mecânico, e uma mulher que trabalha em uma mercearia. Quando recebemos visitantes, eles perguntam:
"Por que vocês não têm uma igreja de concreto, como as outras igrejas?"
O pastor distrital comprou um pedaço de terra e estamos economizando o que podemos para comprar concreto para a igreja. Orem para que nosso maravilhoso Deus, que nos protege e salva diariamente do poder do mal ao nosso redor, nos ajude a conseguir o material necessário para a construção de uma igreja onde possamos proclamar Suas obras fantásticas neste pequeno canto do mundo.

 

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Da maldição para a salvação

1 de março de 2014


FRANÇOIS AIM ADE, DIRETOR DO ENSINO FUNDAMENTAL EM BENIN
Fui criado em uma família que professava ser cristã, mas a religião pouco significava para mim. Quando deixei o lar, não continuei frequentando a igreja. Casei-me e tive vários filhos. Minha felicidade era encontrada na família e no meu trabalho de professor.
Certo dia, minha filha mais velha adoeceu gravemente. Era um tipo de malária que não reage a tratamento normal. Nós a levamos ao hospital, mas ela não melhorava. Então, o médico expressou a suspeita de que alguém havia posto maldição sobre ela e sugeriu que a levássemos a um sacerdote fetichista. Isso pode parecer estranho para você, mas em nosso país o vodu é comum, e as pessoas ainda põem maldições em seus inimigos. A maldição pode tornar doente uma pessoa ou levá-la à morte. Se houvesse maldição em minha filha, ela não melhoraria até que a maldição fosse removida.
A descoberta
Falei à minha esposa o que o doutor tinha dito, mas ela não aceitou ir a um sacerdote fetichista. Em vez disso, pediu-me que fosse a uma igreja cristã africana que se especializara em curas e visões. Essa igreja afirmava que podia comprovar a existência de maldição em uma pessoa. Levei minha filha à igreja, e a pessoa que me atendeu disse ter tido uma visão de que minha filha estava realmente sob maldição, e orientou-me sobre o que fazer para remover a maldição. Segui as instruções, e ele realizou a cerimônias. Logo depois que chegamos em casa minha filha começou a se sentir melhor.
Durante esse tempo, um dos meus filhos e eu também estávamos nos sentindo doentes. Eu precisava ir a um médico, mas não tinha dinheiro. Perguntei se a igreja podia me ajudar. Expus o problema ao meu supervisor, e ele se ofereceu para orar por mim. Deu-me uma Bíblia e mostrou-me o verso que fala do cuidado de Deus para com os pardais, e que somos muito mais importantes do que eles (Mt 10:29-31). Eu nunca tinha lido a Bíblia, mesmo quando frequentava a igreja, mas esse verso me impressionou e decidi memorizá-lo.
Visitei outra igreja. Gostei mais dessa do que da outra, e comecei a frequentá-la. O pastor e eu estudávamos a Bíblia até tarde da noite. Eu tinha muitas perguntas. Enquanto estudava, descobri em Êxodo 20 o mandamento do sábado. Perguntei ao pastor sobre isso, mas ele parecia não saber o que dizer. Finalmente, sugeriu que examinássemos esse assunto com toda a igreja. Assim, num domingo à tarde, os membros da igreja se reuniram e dialogamos sobre o sábado. Li os versos que havia encontrado e partilhei outros versos referentes ao tema. Embora muitos não soubessem ler nem escrever, todos seguiram atentamente a discussão. Às vezes, o debate se tornava muito acalorado. Não resolvemos a questão naquele dia, mas concordamos em continuar estudando.
A decisão
Certo dia, descobri a Rádio Mundial Adventista. Resolvi escrever para eles em busca de respostas para minhas perguntas sobre o sábado. Recebi vários folhetos sobre o assunto e algumas lições do curso bíblico de A Voz da Profecia. Enquanto estudava as lições bíblicas, compartilhei-as com os membros da igreja. Então escrevi e pedi que alguém viesse estudar conosco. Um instrutor veio foi à nossa aldeia a fim de nos ajudar.
Alguns membros da igreja protestante que eu estava frequentando se juntaram a mim para formar um grupo de estudo da Bíblia. Começamos a nos reunir no sábado pela manhã, sob as árvores! Pouco depois, minha esposa também se convenceu de que o mandamento do sábado ainda era válido, e se juntou ao nosso pequeno grupo de estudo. Nós nos considerávamos adventistas, embora não estivéssemos formalmente unidos à Igreja Adventista. Alguns membros do grupo viajavam de motocicleta para adorar na igreja adventista que ficava a 50 quilômetros da comunidade. Eles gravavam o culto e mostravam aos demais que não podiam ir. Infelizmente, antes que nosso grupo pudesse concluir os estudos e ser batizado, fui transferido para Ouidah, a capital vodu de Benin e Togo. Tive a curiosidade de saber por que Deus me poria nessa cidade pecaminosa onde não havia igreja adventista, exatamente quando eu estava começando a aprender sobre Ele.
Eu apreciava muito as ocasiões em que o pastor adventista nos visitava e respondia todas as minhas perguntas sobre a Bíblia. Certo dia, o pastor me disse que alguns dos membros do meu ex-grupo de estudo da Bíblia seriam batizados. Minha esposa e eu decidimos ser batizados com eles. Depois do batismo, não pude guardar somente para mim o que havia aprendido. Partilhei as verdades da Bíblia com meus vizinhos e colegas de trabalho. Comecei a estudar com um dos meus colegas de magistério. Ele está muito interessado, mas o diabo está tentando impedir nosso contato. Esse professor é um influente administrador em outra igreja africana de Ouidah. Por favor, orem para que eu possa mostrar a ele toda a luz de Cristo em Ouidah, a cidade do diabo.

 

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Amizade transformadora

8 de março de 2014


Rebecca* cresceu em uma família religiosa no oeste da Nigéria. Quando tinha 16 anos, uma tia pediu que seus pais a deixassem morar com ela, prometendo pagar seus estudos. Isso é comum em sua cultura. Muitas vezes, um parente que não tem filhos adota um sobrinho ou sobrinha.
Rebecca foi matriculada na escola e começou uma nova vida, morando com a tia durante dois anos. Certo dia, ela recebeu a notícia de que a mãe havia morrido. Com tristeza no coração, ela voltou para o vilarejo, para o funeral e o sepultamento da mãe.
Os jovens desconhecidos
A família de Rebecca possuía um pensionato. Cada pessoa tinha seu próprio quarto. Ao chegar em casa, Rebecca descobriu que o pai tinha alugado um dos quartos para dois jovens. Ela os cumprimentou e soube que eram cristãos. Isso despertou a curiosidade dela porque sua família não era cristã. Ao conversar com os jovens, ela percebeu que eram educados e corteses.
Rebecca notou que eles eram profundamente religiosos e que compartilhavam algumas das ideias que a família mantinha. Eles a convidaram para orar e participar do culto. Desejosa de conhecer mais a respeito do cristianismo, ela aceitou o convite. Não pretendia se tornar cristã, mas estava curiosa, e decidiu que assistiria ao culto, mas não se envolveria.
Os dois jovens planejaram alguns cultos e sempre a convidavam. Rebecca sabia que o pai não permitiria, mas sempre ia aos cultos quando lhe era possível. Certa noite, um dos pregadores falou sobre o sábado. Isso foi novidade, pois ela pensava que todos os cristãos iam à igreja aos domingos. O evangelista explicou que, na criação do mundo, Deus havia separado o sábado como dia santo.
Quanto mais ouvia, mas interessada ela ficava e mais queria aprender. Então, começou a estudar a Bíblia com o pastor local, tendo cuidado para que ninguém descobrisse. Estudaram sobre o sábado até que ela entendeu o assunto. Em seguida, começaram a estudar sobre a segunda vinda de Jesus. Rebecca sempre acreditou que Jesus tivesse sido simplesmente um profeta. Mas percebeu que Ele é Deus e que voltará para buscar Seus seguidores e levá-los para o Céu! Sentiu-se tão impressionada pelo que estava aprendendo, que desejou seguir Jesus para sempre.
Então, começaram os problemas. Rebecca não mais queria ir ao templo da religião da família. Algumas vezes orava com o pai, mas secretamente orava a Jesus. Ele notou as mudanças na filha e perguntou o que estava acontecendo.
"Por que você não ora mais? Você faz parte da religião desses jovens?" Rebecca respondeu que desejava ser cristã.
"Se você parar de orar e deixar de ir à casa de oração, também deixará de ir à escola, pois não pagarei as mensalidades." Ela sabia que o pai falava sério, e ficou com medo. Para terminar o Ensino Médio ainda faltavam dois anos e não havia como terminá-lo sem a ajuda do pai. Mas também ela sabia que não queria esperar terminar o Ensino Médio para se tornar cristã.
O pai contou ao diretor da escola que Rebecca havia se tornado cristã. O diretor começou a vigiá-la. Normalmente, antes de saírem da escola, os alunos oravam de dois em dois. Ela já não orava da maneira tradicional como havia aprendido. Então o diretor ameaçou espancá-la, caso não obedecesse. Mesmo assim ela se manteve firme.
Finalmente, Rebecca foi obrigada a abandonar os estudos, e ficou em casa, orando e lendo a Bíblia. O pai se recusava a dar-lhe comida e ela passou a se alimentar com os evangelistas. Rebecca orava para que Deus abrisse um caminho para que ela retornasse à escola.
O recomeço
O pastor com quem ela havia estudado planejou um batismo e Rebecca desejou participar. Ela não havia dito nada ao pai sobre o plano, mas de alguma forma ele soube de tudo e a proibiu de sair casa naquele dia. Rebecca ficou muito triste por não ter sido batizada.
Porém, soube que o pastor realizaria outro batismo no dia seguinte e decidiu participar dessa cerimônia antes que o pai a impedisse. Era um dia de semana, em que ninguém pensaria na realização de um batismo. Então, ela saiu de casa e correu para o rio. Chegou antes de todos e implorou que o pastor a batizasse rapidamente. Então, trocou de roupa e voltou para casa, cuidando para que o pai não desconfiasse de nada.
Um dos jovens evangelistas disse ao pastor que o pai de Rebecca havia se recusado a pagar os estudos dela. O pastor pediu que o evangelista conseguisse uma carta do pai, concordando em que alguém custeasse os estudos da filha. O missionário sugeriu que Rebecca jejuasse e orasse antes de pedir que o pai escrevesse a carta. Depois de três dias em oração, o jovem foi falar com o pai de Rebecca. Explicou que os adventistas tinham um bom internato onde Rebecca poderia terminar os estudos, caso ele concordasse. Milagrosamente, o pai concordou.
Rebecca ficou muito feliz! Mas ainda estava preocupada. Ela sabia que não tinha condições de pagar as mensalidades e, com certeza, o pai não pagaria. Em seguida, ela recebeu a informação de que a Associação local iria pagar seus estudos e ela poderia completar o Ensino Médio.
"Algumas vezes, meu irmão mais novo se comunica comigo e, sempre que posso, falo de Deus para ele. Minha oração é que meu pai e meu irmão ouçam a voz de Deus e respondam ao Seu chamado", diz Rebecca.
As ofertas missionárias ajudam a apoiar os evangelistas leigos como esses dois jovens que apresentaram Jesus a Rebecca. As ofertas também ajudarão os alunos a completar seus estudos. Agradecemos por sua liberalidade no décimo terceiro sábado.
*Pseudônimo

 

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E os outros "Jonathans"?

15 de março de 2014


Boeyan Jonathan transpôs o portão principal do Seminário Adventista da África Ocidental (SAAO). O secretário ouvia enquanto ele contava como tinha fugido da terra natal, na Libéria, devastada pela guerra, e chegara à Nigéria. Explicou que era o único adventista da família, e que soube da existência do Seminário por intermédio dos membros da igreja que ele havia conhecido quando chegou à Nigéria. Respirou profundamente e fez a pergunta que estava retida no coração. Seria possível que ele frequentasse o Seminário e estudasse para o ministério?
O homem sorriu. Como poderia ele recusar um estudante que desejava tanto frequentar a escola e que havia caminhado durante dias até chegar ao campus? Jonathan foi bem recebido no Seminário, e logo se matriculou no curso ministerial. Embora fosse cristão, começou a perceber pela primeira vez o quanto Deus está interessado nos negócios de Seus filhos. Ele foi bem-sucedido no curso.
Experiências enriquecedoras
No fim do semestre, Jonathan viajou para o país vizinho chamado Gana, onde colportou, a fim de custear os estudos. Ele ficou muito contente pelas experiências espiritualmente enriquecedoras que obteve na colportagem. Diz ele: "Ao visitar as pessoas, percebi que elas não queriam somente nossa literatura, mas conselhos piedosos. Muitas delas confidenciaram problemas familiares e pediram ajuda de um filho de Deus."
Certo dia, Jonathan encontrou uma família que estava à beira da separação. Embora não fosse casado, Deus o usou para falar a essa família, mencionando ao esposo alguns princípios de um lar feliz que ele havia aprendido na escola. Orou com aquele homem e ofereceu algumas sugestões, com intuito de ajudar. Posteriormente, Jonathan visitou a esposa do homem e também deu a ela algumas sugestões acerca de como poderia cumprir o propósito de Deus para seu lar.
Retornando à escola, Jonathan recebeu uma carta dessa família e ficou tão emocionado que a mostrou ao seu professor do curso de Lar e Família. O casal havia se reconciliado e agradecia as orações e influência de Jonathan na restauração do lar.
Desde seu início, 38 anos atrás, o Seminário Adventista da África Ocidental tem treinado centenas de pessoas para exercer funções na igreja e fora dela. Os funcionários e estudantes da escola têm trabalhado para evangelizar a vizinhança. Como resultado de recentes campanhas evangelísticas, foram batizadas 50 pessoas.
Problemas de superlotação
Jonathan é um dos afortunados por estudar no SAAO. Muitos outros "Jonathans" estão buscando uma vaga, porém não há lugar para todos. Atualmente, mais de 500 estudantes de 18 países diferentes estão matriculados na escola. Todos eles querem se preparar para servir a Deus. Mas há superlotação e não há espaço para matricular mais alunos. Os quartos feitos para acomodar dois estudantes costumam abrigar seis. Até mesmo os escritórios dos preceptores e as salas de estudo dos alunos têm servido como quartos.
Visto que a escola não tem auditório que possa receber todo o corpo discente, quando são convocadas reuniões gerais, três quartos dos alunos ficam fora da maior sala de reuniões do campus e assistem aos atos pelas janelas. As classes se reúnem onde quer que haja espaço disponível: na igreja ainda inacabada, no refeitório, na biblioteca, e até mesmo debaixo das árvores.
O Dr. A. A. Alalade, diretor do SAAO, explica que parte do motivo para escassez de espaço foi causada pela necessidade crítica de uma escola secundária. Uma greve de professores no sistema escolar do governo fechou as escolas secundárias durante meses, e filhos de professores e de funcionários da Universidade recorreram a ela em busca de ajuda. Assim, a Universidade separou várias salas de aula para servir à recém-estabelecida escola secundária.
Porém, no décimo terceiro sábado deste trimestre, a oferta da Escola Sabatina será direcionada especialmente para a construção de escolas de Ensino Fundamental e respectivas bibliotecas em Parakou, Benin, e em Dakar, Senegal. A Divisão Centro-Oeste Africana conta com sua liberalidade.

 

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Fé inabalável

22 de março de 2014


Monsurat é uma jovem nigeriana. Quando era adolescente, tinha muita curiosidade a respeito do vizinho. Ele não ia à mesquita às sextas-feiras e sempre parecia tranquilo e feliz. Monsurat tentava descobrir o que o fazia ser tão diferente. Ela o cumprimentava quando o via na rua e o observava trabalhar em casa. Finalmente, criou coragem e fez a pergunta que levava no coração: "Qual é a sua religião?" "Sou cristão adventista do sétimo dia", o vizinho respondeu sorrindo.
Monsurat nunca tinha ouvido falar sobre os adventistas do sétimo dia, mas sabia um pouco sobre os cristãos. "Se você quiser, posso lhe dar um livro que fala sobre minha religião", ele acrescentou, e Monsurat prontamente aceitou a oferta
O vizinho deu a ela o livro chamado "Caminho a Cristo". Monsurat agradeceu ao ho¬mem, colocou o livro sob o véu e correu para casa. Quando ficou sozinha, começou a ler o livro. Embora seus pais não soubessem ler, Monsurat sabia que eles ficariam zangados se soubessem que ela estava lendo um livro cristão. Por isso, o manteve escondido.
Sem se convencer de que o cristianismo era uma boa religião, Monsurat devolveu o livro, antes de voltar para o internato. Ela gostava da escola e das colegas. Ocupada com os estudos e se divertindo com as garotas no dormitório, Monsurat rapidamente se esqueceu do vizinho de religião estranha.
Fuga para a igreja
Nas férias, Monsurat voltou para casa e se lembrou do vizinho. Certo dia, os dois se encontraram e ele a convidou para ir à igreja no sábado seguinte.
"Não posso", Monsurat disse, "tenho aulas especiais aos sábados para me preparar para os exames do Ensino Médio."
"Talvez quando suas aulas terminarem", o vizinho insistiu, com evidente desapontamento na voz.
"Não, espere! Quero ver como é sua igreja. Onde ela fica?", perguntou Monsurat.
O homem deu a informação e, no sábado, Monsurat se preparou para ir à aula, mas foi à igreja do vizinho. Estava curiosa em saber se as pessoas da igreja eram tão bondosas como ele era. Todos a receberam com muita cortesia. Ela gostou do culto, achou que era muito diferente dos cultos da mesquita. Quando o pastor a convidou a voltar, Monsurat sorriu e aceitou o convite.
Assim, em vez de ir às aulas, Monsurat passou a ir semanalmente à igreja. O término do culto coincidia com o término das aulas, de modo que os pais dela não desconfiaram de nada. Monsurat recebeu uma Bíblia, começou a lê-la, e também aprendeu a orar como os cristãos. Ela pediu que Deus a ajudasse a ter uma vida correta, pois havia sido sempre uma garota travessa na escola. Porém, estava decidida a mostrar aos professores e ao reitor a diferença operada em sua vida.
Mudança de vida
Ao voltar para o internato, Monsurat sentiu falta da igreja aos sábados pela manhã. Mas, descobriu uma igreja adventista a uma hora de ônibus de sua escola. Ela acordava bem cedinho para pegar o ônibus para ir à igreja, onde passava a maior parte do dia e voltava no fim da tarde. Antes do fim do ano letivo, Monsurat se entregou a Cristo e pediu para ser batizada.
Monsurat não dizia às amigas aonde ia aos sábados, mas elas notaram mudanças. Ela se tornou mais responsável e obediente, e não mais era a primeira a sugerir uma travessura. Quando as férias chegaram, ela continuou a frequentar a igreja. Os pais notaram e perguntaram aonde ela ia todos os sábados, pois as aulas particulares haviam terminado. Também perguntaram por que ela não mais usava jóias.
Quando a família foi à mesquita para orar, Monsurat acompanhou, mas em vez de recitar as orações decoradas desde a infância, ela orava silenciosamente a Deus. Sua mãe notou que ela não recitava as orações e perguntou por quê. Temerosa, Monsurat decidiu que não mais poderia esconder sua fé. Devia ser honesta e contar que tinha se tornado cristã.
Os pais dela ficaram zangados e a proibiram de conversar com o vizinho cristão ou frequentar qualquer igreja cristã. Combinaram com seus amigos e professores que fizessem tudo para forçá-la a renunciar à fé cristã. Mas, apesar de querer obedecer aos pais, Monsurat se recusou a desistir de Jesus e permaneceu firme.
A rejeição
Finalmente, Monsurat foi deserdada pelo pai. Teve que deixar a casa, sem condições de pagar os dois anos restantes de internato no colégio de Ensino Médio. Monsurat ficou temerosa, ao perceber que teria que se virar sozinha. Mas orou a Deus, e sentiu paz. Clamou o que está escrito em Salmos 27:10: "Se meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me acolherá." Depois, pediu ajuda aos amigos e irmãos da igreja. Eles a ajudaram a pagar a mensalidade e uma amiga que morava perto da escola permitiu que morassem juntas. Assim, ela conseguiu continuar seus estudos. Monsurat sempre tentava conversar com seus pais, mas eles se recusavam a ouvi-la. Ela se sentia sozinha.
Certa ocasião, a mãe foi visitá-la na escola. A princípio, Monsurat ficou muito empolgada, mas percebeu que o objetivo da mãe era levá-la a uma curandeira, a fim de remover de sua mente as ideias cristãs. Relutantemente, ela seguiu a mãe carregando uma pequena Bíblia. Quando a curandeira a viu disse à mãe de Monsurat:
"Deixe-a em paz. Deixe-a fazer o que decidir."
Aliviada, Monsurat voltou à escola. Aquele foi um ano difícil para ela.
Os membros da igreja visitaram os pais de Monsurat, implorando que a deixassem voltar para casa. Ao terminar o Ensino Médio, o pai permitiu que ela voltasse. Ela voltou para casa pensando que, finalmente, os pais aceitariam sua religião. Porém, quando Monsurat recebeu o resultado dos seus exames, percebeu que devia refazer o teste de inglês.
"Use esta loção especial", sugeriu a mãe, "ela vai ajudar você a ir bem no teste."
"Não posso usar isso!", a moça retrucou. "Dependerei de Deus."
Novamente, os pais começaram a esbravejar: "Se você não fizer o que queremos, vai ter que sair de casa novamente", gritou o pai.
Crescendo
Percebendo que não conseguiria continuar morando em casa, Monsurat recorreu ao ancião da igreja em busca de orientação. Ele se ofereceu para ajudar na solicitação de matrícula na Babcock University, a Escola Adventista da Nigéria, onde ela poderia viver e estudar em paz. A igreja seria responsável pelo pagamento das mensalidades.
Monsurat então se matriculou no curso de Enfermagem. Hoje, seus pais estão orgulhosos dela e ocasionalmente a visitam. Enquanto isso, ela ora para que um dia sua família aceite Jesus.
Ela acrescenta: "Espero que minha história ajude outros jovens a permanecer firmes em sua fé."
Nossas ofertas missionárias apoiarão muitas formas de evangelismo como a Educação Adventista ao redor do mundo. Agradecemos sua generosa oferta que ajudará a contar ao mundo sobre o amor de Deus.

 

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Programa do Décimo Terceiro Sábado

29 de março de 2014


Nota: Devido à mudança de editor do Informativo Mundial das Missões, tomamos a liberdade de sugerir que os adultos usem o Programa do Décimo Terceiro Sábado dos Menores. Agradecemos pela compreensão. - Equipe do Informativo Mundial das Missões.
"Segue-me"
Líder: A Divisão Centro-Oeste Africana é formada por 22 países. [Mostrar o mapa localizado na contracapa da Lição da Escola Sabatina]
Há três anos, nossas ofertas missionárias ajudaram as crianças desses países a compartilhar o amor de Deus através da doação de material escolar e convites para a Escola Sabatina. Vamos saber como uma menina levou esse amor às pessoas, usando os objetos adquiridos por meio daquelas ofertas.
Narrador: Era o primeiro dia de aula em uma escola adventista do oeste africano. As crianças se reuniram em torno de uma mesa, embaixo de um abrigo. Na mesa, havia pilhas de material escolar: lápis, borrachas, cadernos, giz de cera e marcadores de livros com a figura de Jesus e a frase "Segue-me!" impressa.
Joyce, uma menina de nove anos, aproximou-se das outras crianças que estavam examinando os objetos. A professora chegou e explicou por que aqueles materiais estavam sobre a mesa.
Missão divertida
"Hoje participaremos de um projeto missionário muito especial", a professora começou. "Vamos montar kits de material escolar para doar às crianças que não conhecem Jesus." O entusiasmo tomou conta do grupo de crianças.
A professora entregou uma sacola plástica para cada uma delas, pedindo que colocassem um item de cada pilha de objetos dentro da sacola. "Não se esqueçam de colocar o cartão com a figura de Jesus por último", ela insistiu. "Ele é o convite para uma visita à Escola Sabatina."
Joyce e seus colegas andavam ao redor da mesa escolhendo o que colocar nas sacolas, enquanto a professora explicava que algumas crianças da aldeia não tinham dinheiro para comprar o material escolar.
Quem recebeu a bolsa?
Naquele dia, depois da aula, as crianças pegaram as sacolas com o material escolar. A professora disse: "Peça que Deus mostre a vocês a pessoa para quem Ele deseja que entreguem este presente. Entreguem a sacola e digam que Jesus a ama e deseja ser amigo dessa pessoa. Não se esqueçam de convidá-la para ir à Escola Sabatina."
Joyce pegou a sacola com material escolar e foi para casa. Ela viu muitas crianças voltando da escola. "Querido Deus", ela orou, "por favor, me ajude a encontrar alguém que precisa saber que o Senhor o ama. Amém!"
Ao abrir os olhos, a menina viu um garoto andando na direção dela. Era Theo. Joyce sorriu, pois sabia que havia encontrado a pessoa a quem Deus queria que ela entregasse o presente.
A surpresa de Theo
"Olá, Theo", disse Joyce. "Você vai para a escola hoje?"
"Não", o menino respondeu. "Meu pai não tem dinheiro para comprar o material escolar."
Joyce abriu um sorriso largo. "Bem, agora você pode ir à escola! Jesus quer que você receba esse material escolar!" Joyce levantou a sacola plástica com o caderno, lápis, giz de cera e o cartão com a figura de Jesus nele.
Theo olhou para a sacola. "Por que você está dando isso para mim?", ele perguntou.
O presente
"Muitas crianças deram uma oferta especial para que pudéssemos comprar o material escolar para as crianças que não têm. Hoje, lá na minha escola, oramos para que Deus mostrasse a quem devíamos dar esse kit. Deus me disse para dar este presente para você!" Joyce apertou a sacola de material das mãos de Theo. "Leve", ela disse." É um presente de Jesus para você."
Um sorriso surgiu no rosto de Theo. "Uau!", ele disse. "Obrigado! Agora eu posso ir à escola!"
"Tem mais uma coisa", acrescentou Joyce rapidamente. "Há um convite para você visitar minha Escola Sabatina no sábado. Se você quiser vou com você, assim não terá que ir sozinho."
Theo agradeceu e prometeu pedir à mãe que o permitisse ir à Escola Sabatina.
No sábado pela manhã, Theo se encontrou com Joyce na frente de sua casa. Os dois amigos foram juntos à igreja. Joyce o apresentou ao professor da Escola Sabatina e às crianças da classe. Theo gostou de aprender as canções que as crianças cantaram e também das histórias contadas sobre Jesus e Seus discípulos. Na verdade, ele gostou de tudo da Escola Sabatina.
Mais tarde, quando voltava para casa, Theo perguntou se poderia ir à Escola Sabatina com Joyce novamente. "Claro que pode!" Joyce disse com um grande sorriso. "Jesus e eu convidamos você!"
Theo continuou frequentando a igreja com Joyce. Ele conta para sua mãe o que está aprendendo e perguntou se poderia levar seu irmão mais novo. Agora Theo, o irmão e a mãe frequentam a Escola Sabatina regularmente. "Estou contente porque Joyce e Jesus nos convidaram para visitar a igreja", Theo diz. "Muito obrigado por me ajudar a ter o material escolar e ir bem na escola!"
Líder: Há três anos, a oferta do décimo terceiro sábado ajudou para que milhares de crianças em toda a Divisão Centro-Oeste Africana pudessem ir à escola e aprender sobre Jesus na Escola Sabatina. Até que nos encontremos com Jesus no Céu, não saberemos quantas crianças encontraram nEle um novo amigo. Mas temos a certeza de que muitas estarão lá por causa da oferta que doamos. Vamos nos preparar para entregar uma boa oferta neste décimo terceiro sábado. Assim, mais crianças estarão conosco no Céu
Neste trimestre, as crianças de duas escolas em Benin e Senegal [localizar no mapa] receberão livros para que possam descobrir o prazer da leitura enquanto aprendem sobre Jesus.

 

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