Lição 4 - Jovens - 2º Trimestre de 2014

Lições Jovens Discipulado

Lição 4 - Cristo e a lei no sermão da montanha
19 a 25 de abril

Lição 4 - 2º Trimestre de 2014


"'Não pensem que vim abolir a lei ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e Terra, de forma alguma desaparecerá da lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra'" (Mt 5:17-18).


Prévia da semana: Jesus mostrou no sermão da montanha que não veio abolir a lei. Ao contrário, veio engrandecê-la e mostrar a necessidade da presença do Espírito Santo a fim de guardá-la.

Leitura adicional: Salmo 19:7-11; Salmo 119; Patriarcas e Profetas, capítulo 1; Wendel Lima, "A lógica do Reino", revista Conexão 2.0, outubro de 2013

 


Domingo

20 de abril


Viciados em religião

Lição - Introdução

Cigarro, álcool, drogas ilícitas, jogos de azar, pornografia, compulsão pelas compras e religião. Todas essas coisas podem ser consideradas vício, certo? "Até mesmo a religião?" – você pode perguntar. Por incrível que pareça, sim! "Impossível!" – você pode responder. "Nunca será excesso me relacionar com Deus e com a Bíblia." Você está certo, mas não é disso que estou falando. Eu me refiro a ser viciado em religião e não em Jesus. Há uma grande diferença. E se já houve um grupo de pessoas viciadas em religião, esse grupo eram os fariseus. Mas espere! Ninguém era tão justo quanto os fariseus, não é? Eles seguiam a lei ao pé da letra.

Mas o problema era justamente esse. Os fariseus se escondiam atrás da religião para fugir da verdade. Jesus não era o tipo de Messias que eles esperavam. Eles estavam tão ocupados tentando abrir o próprio caminho para o Céu que não reconheceram que o Céu tinha vindo até a Terra, na pessoa de Jesus.

Quando se trata da lei de Deus, geralmente somos atraídos para um dos dois extremos – ou não queremos nada com regras e regulamentos, insistindo que Jesus fez tudo ao morrer na cruz ou, como os fariseus, ficamos presos em um emaranhado de obras e rituais. Nenhum dos dois é o que Deus deseja para nós.

"Não pensem que vim abolir a lei ou os profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-­lhes a verdade: Enquanto existirem céus e Terra, de forma alguma desaparecerá da lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra" (Mt 5:17, 18). Jesus não pede que ignoremos a lei. Ele veio para cumpri-la, mas deixou claro no sermão do monte que guardar a lei não implica apenas obedecer aos mandamentos. Vai muito além disso. Nossas palavras podem ser assassinas; nosso olhar, adúltero; e nossos atos de caridade, nada mais do que hipocrisia.

Existe uma diferença entre conhecer a lei e viver a lei. Cristo deseja não apenas nossa obediência, Ele quer todo o nosso coração. Existe dentro de nós um vazio, um sentimento de indignidade em nosso ser, que tentamos preencher com obras e méritos próprios. No entanto, nossos méritos por si só não resultam em dignidade. Apenas a graça de Jesus pode preencher o vazio do nosso coração. Sua graça transforma nossa vida e nos ajuda a ver as coisas pelo prisma certo.

Mãos à Bíblia

1. Leia Mateus 5:17-20. Que lição importante essa passagem ensina sobre a verdadeira obediência à lei? O que Jesus sugeriu sobre a atitude dos fariseus em relação à lei?

Há duas maneiras de entender cumprir. Uma delas é colocar a ênfase em Jesus como sendo o cumprimento das Escrituras (por exemplo, Lc 24:25-27; Jo 5:39). No entanto, a chave para compreender esse texto está no contexto imediato, que mostra que Jesus não veio para abolir as Escrituras, mas para revelar sua essência interior. Tendo estabelecido Seu propósito geral, Jesus mudou a ênfase do Antigo Testamento, em geral, para a lei, em particular. Quase como se soubesse que as pessoas um dia O acusariam de abolir a lei, Ele advertiu que, enquanto o céu e a Terra permanecerem, a lei continuará existindo, "até que tudo se cumpra" (Mt 5:18). Com essa declaração, Jesus confirmou a perpetuidade da lei.

Emily Carlson | Lexington, Kentucky, EUA

Segunda

21 de abril


A lei em 3-D

Lição - Evidência

O povo estava maravilhado com o que Jesus estava dizendo. Ele afirmou: "Eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no reino dos Céus" (Mt 5:20). Como isso poder ser possível? – as pessoas devem ter perguntado. Os fariseus e mestres da lei eram considerados as pessoas mais justas daqueles dias. Eles seguiam a lei nos mínimos detalhes.

Jesus deu às pessoas uma nova visão a respeito do que significa viver de acordo com a lei. Ao usar exemplos como o homicídio e o adultério, Jesus mostrou que seguir realmente a lei engloba não só nossas ações, mas também nossos pensamentos e intenções. O adultério, por exemplo, é mais do que apenas o ato sexual ilícito. Jesus disse que até mesmo "olhar para uma mulher para desejá-la" é o suficiente para cometer "adultério com ela no seu coração" (Mt 5:28). A tentação começa com um pequeno pensamento que, quando alimentado, pode se transformar em um terrível ato pecaminoso. À medida que crescemos em nosso relacionamento com Jesus, nossos pensamentos e intenções entram em harmonia com os pensamentos dEle, e passamos a ter prazer em Sua lei.

Muitas vezes enxergamos a lei de Deus em termos de comportamento, do que fazer e do que não fazer. Na correria da vida, falhamos em não nos lembrar de que Sua lei envolve mais do que isso. A obediência à lei começa com o relacionamento com Deus. Desde o começo da criação, Satanás tem tentado fazer a lei do Senhor parecer um fardo. E, se não passarmos tempo em comunhão com Deus todos os dias, essa também se tornará nossa visão a respeito da lei. No entanto, quando por intermédio da oração e do estudo da Bíblia permitirmos que Jesus entre em nossa vida diariamente, seremos cada dia mais semelhantes a Ele. E quanto mais semelhantes a Ele nos tornarmos, mais sentiremos prazer em obedecer à Sua lei.

Pense Nisto

• Como você entende a relação entre lei e graça?

• O que você pode fazer para melhorar seu relacionamento com Jesus?

Mãos à Bíblia

Em Sua explicação, Jesus não focalizou o ato em si, mas o motivo e as intenções de quem comete o ato. Uma pessoa podia tirar uma vida acidentalmente, mas aquele que teve a intenção de tirar uma vida pecou antes da execução do terrível ato.

2. Leia Mateus 5:22. O que Jesus comparou ao assassinato? Como 1 João 3:15 enfatiza esse ponto? Qual foi a verdadeira questão que Jesus apontou, e o que isso nos diz sobre o alcance da lei de Deus?

Elliott Moseley | Lincoln, Nebraska, EUA

Terça

22 de abril


Um padrão mais elevado

Lição - Exposição

A essência do sermão (Mt 5:1-48). Após muitos exemplos de bem-aventuranças – coisas pelas quais alguém pode ser considerado feliz ou abençoado (a palavra grega makarios admite ambos os significados), Jesus começou uma série de afirmações que revolucionariam para sempre nossa maneira de ver os Dez Mandamentos.

Com o passar do tempo, os judeus estavam pondo de lado os mandamentos de Deus e os substituindo pelas tradições dos homens. No sermão da montanha, Jesus, em vez de suavizar a lei ou invalidá-la – como muitos afirmam que Ele fez –, ao contrário, elevou ainda mais alto o padrão. Ele nunca disse: "Você ouviu o que foi dito […], mas Eu lhe digo: Não seja tão legalista. Relaxe!" Em vez disso, Ele disse coisas como: "Vocês ouviram o que foi dito […]:'Não matarás', e 'quem matar estará sujeito a julgamento'. Mas Eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento" (Mt 5:21, 22). Um bom judeu facilmente poderia dizer: "Eu jamais tirei a vida de alguém. Portanto, eu guardo a lei." Mas ele podia ter odiado cada gentio que houvesse visto. Matar com uma faca ou arma é terrível. De acordo com a lógica de Cristo, matar com um olhar, uma palavra ou uma atitude é tão pecado quanto com arma.

A lógica do Reino. Jesus poderia ter dito: "Se alguém bater em sua face direita, você tem o direito de se defender. Se alguém o forçar a andar uma milha, não vá um passo além. Os seus inimigos merecem ser odiados. Deixe que as pessoas saibam o quanto você é generoso, e que todos vejam você dando esmolas. Ore de modo que os outros notem sua consagração. E quando você jejuar, faça uma expressão de fome, para que fiquem com pena de você e o elogiem por sua religiosidade." Em vez disso, Cristo aconselhou: "Não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa. Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste. [...]Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas. [...] Quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. [...] Quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa. [...] Quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando. E somente o seu Pai, que não pode ser visto, saberá que você está jejuando. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa" (Mt 5:39-6:18, NTLH).

Jesus elevou o padrão. Não um padrão estabelecido a partir das obras humanas, mas um cujo ponto de referência é a perfeição de Deus. A lógica do Reino não segue a maré da sociedade, mas anda na contramão do mundo. E não se assuste! Se Cristo pede que alcancemos esse nível é porque, com Sua ajuda, podemos imitá-Lo.

Pense Nisto

Em que nível de moralidade você tem vivido? Seja sincero: Quais têm sido os seus referenciais, em termos de comportamento e estilo de vida? Você segue o padrão de Deus ou o do mundo?

Mãos à Bíblia

No contexto da lei de Moisés, o adultério ocorria quando uma pessoa casada se envolvia sexualmente com alguém que não fosse seu cônjuge. A lei era muito clara em que ambas as partes culpadas de adultério deviam ser condenadas à morte. Mas o adultério muitas vezes começa muito antes da concretização do ato. Ele começa no exato momento em que o indivíduo deseja sensualmente outra pessoa, casada ou solteira, com quem ele não é casado.

3. Leia Mateus 5:29, 30. Jesus poderia ter sido mais firme ao descrever o perigo do pecado? Depois de considerar esse texto, leia Romanos 7:24. Que verdades importantes são encontradas ali?

Com metáforas fortes, Jesus aconselhou a pessoa que tem o problema a fazer o que é necessário se ela deseja entrar no Reino. Isso pode significar tomar um caminho diferente para ir ao trabalho ou terminar uma amizade querida, mas o ganho eterno supera em grande medida as paixões do momento. Depois de advertir os homens casados contra seus olhares impuros e admoestá-los a controlar seus impulsos, Jesus incentivou a fidelidade no casamento.

Rich Carlson | Lincoln, Nebraska, EUA

Quarta

23 de abril


Melhores do que os fariseus?

Lição - Testemunho

"O coração orgulhoso se esforça por alcançar a salvação; mas tanto nosso título ao Céu, quanto nossa idoneidade para ele, se encontram na justiça de Cristo. O Senhor nada pode fazer para a restauração do homem enquanto ele, convicto de sua própria fraqueza e despido de toda presunção, não se entregar à guia divina. Pode então receber o dom que Deus está à espera de conceder. Coisa alguma é recusada à pessoa que sente a própria necessidade. Ela tem ilimitado acesso Àquele em quem habita a plenitude. 'Assim diz o Alto e Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos' (Is 57:15)" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 300).

"Aquele a quem Cristo perdoa, Ele o torna primeiro penitente, e é função do Espírito Santo convencer do pecado. Aquele cujo coração foi movido pela convicção comunicada pelo Espírito de Deus vê que em si mesmo nenhum bem existe. Vê que tudo que já fez está misturado com o próprio eu e o pecado. Como o pobre publicano, fica a distância, não ousando erguer os olhos ao céu, e clamam: 'Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!' (Lc 18:13). Essas pessoas são abençoadas. Há perdão para o penitente, pois Cristo é 'o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo' (Jo 1:29). A promessa de Deus é: 'Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão' (Is 1:18). 'Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês' (Ez 36:26)" (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 7, 8).

"'Os mestres da lei e os fariseus', disse Ele, 'se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam' (Mt 23:2, 3). Os escribas e fariseus pretendiam achar-se investidos de divina autoridade idêntica à de Moisés. Arrogavam-se seu lugar como expositores da lei e juízes do povo. Como tais, exigiam do mesmo a mais completa deferência e submissão. Jesus mandou que Seus ouvintes fizessem aquilo que os rabis ensinassem de acordo com a lei, mas não lhes seguissem o exemplo. Eles próprios não praticavam o que ensinavam" (O Desejado de Todas as Nações, p. 612).

Emilian Grigore | Lincoln, Nebraska, EUA

Quinta

24 de abril


Princípios do Reino

Lição - Aplicação

No sermão da montanha, Cristo apresentou algumas ideias radicais, para Sua época e também para nossos dias. Vários comportamentos considerados comuns foram apontados por Jesus como sendo contrários à ética do reino de Deus. A seguir estão relacionados três conselhos, com base no sermão de Cristo, que poderão ajudá-lo a colocar em prática os princípios do reino ensinados por Jesus.

Faça um esforço para amar os outros. Deus compreende nossa dificuldade para amar de forma altruísta, por isso Ele pode nos ajudar. Precisamos nos lembrar de que amar os outros é uma escolha, uma decisão, e o fato de sermos pecadores não deve ser uma desculpa para não demonstrarmos amor (Mt 5:44).

Preocupe-se em servir a Deus. Mateus 6:24 explica que não podemos obedecer-Lhe enquanto o amor pelo dinheiro e pelas coisas do mundo dominar nosso coração e ditar nosso comportamento. Quando colocamos nosso foco em coisas que o dinheiro pode comprar, é impossível manter os olhos também no Salvador.

Viva livre da ansiedade. Cristo nos aconselha a não viver ansiosos (Mt 6:25-34). Não devemos ficar preocupados com o que vestir, comer ou beber. Fazer isso não resolve nada. De acordo com Filipenses 4:6, o que devemos fazer, em vez de ficar ansiosos, é apresentar nossos pedidos a Deus, e Sua paz guiará nossa vida.

Pense Nisto

• Por que você acha que Deus nos deu esses lembretes e orientações para seguirmos se Ele não está tentando tirar nossa liberdade?

• De que maneiras podemos nos esforçar para viver de acordo com as instruções de Deus?

Mãos à Bíblia

Parece que o tema comum nesta passagem (Mt 5:38-48) é a vingança. Esse primeiro tema diz respeito aos muitos mandamentos na lei mosaica construídos sobre o princípio de retribuir um crime com punição igual, uma ideia chamada lex talionis [lei de talião], uma expressão latina que significa "lei da retaliação". É importante perceber que esse princípio existia para limitar a retaliação, ou seja, para impedir que as pessoas tirassem do mal feito a elas mais do que tinham o direito de tirar. Assim, em muitos aspectos, essa lei devia garantir que a justiça não fosse pervertida. Mas Jesus focalizou a resposta dos cristãos às pessoas que tentam tirar vantagem deles. Em vez de procurar oportunidades para vingança, os cristãos devem "retaliar" com bondade, algo que podemos fazer somente mediante a graça de Deus agindo em nós.

6. Leia Mateus 5:44, 45. Qual é a mensagem de Jesus nessa passagem? De que forma você pode aplicar esse ensinamento na própria vida em relação a alguém que o tenha prejudicado?

Amy Matsuda | Lincoln, Nebraska, EUA

Sexta

25 de abril


Chatas? Talvez. Necessárias? Com certeza!

Lição - Opinião

Em minha adolescência, passei por aquela fase em que parece que todo mundo quer determinar seu jeito de viver. Meus pais estavam "pegando no meu pé", e não somente eles, mas também meus professores, meus irmãos, e até meus colegas de classe. Frequentemente minha resposta era: "Você não manda na minha vida!" Mas lembro-me de um dia em que usei as regras dos meus pais como desculpa para escapar de um suposto amigo que queria que eu participasse de algo que eu sabia ser errado. Lembro-me também do sentimento de alívio que me invadiu ao me abrigar sob a segurança daquelas regras – ou, como eu costumo chamar hoje –, o "círculo de amor" dos meus pais.

Vivemos em uma sociedade repleta de regras, e parece muito chato obedecer a todas elas. Ao lermos o jornal ou assistirmos aos noticiários, nos deparamos com o que acontece àqueles que não seguem as regras. Existem regras de trânsito a seguir se você não quer pagar multas nem machucar alguém. Existem regras que regem a sociedade como um todo, assim como regras no âmbito individual (como ter que pagar a multa da biblioteca por um livro atrasado). Todas essas regras nos ajudam a viver uma vida melhor – por mais chatas que elas pareçam.

Quando leio o sermão de Cristo no monte, meu coração se enche com gratidão por um Deus que não nos condena em nossa humanidade, mas que aponta para o caminho certo a seguir. Ele não apenas nos abençoa, mas também nos dá esperança para uma vida ainda melhor. Quem não gostaria de herdar a Terra, receber misericórdia, ou ser filho de Deus? Suas leis, criadas para nossa proteção, mostram claramente o mesmo amor que os pais têm por seus filhos – um amor que os envolve para sua segurança. Louvado seja Deus por Seu grandioso amor!

Mãos à obra

• Tire uma fotografia de uma placa "proibido estacionar". Edite a foto com seu programa de edição de fotos favorito para parecer que ela foi colocada no topo de uma montanha, penhasco ou algum outro lugar onde estacionar seria fatal. Poste a foto nas redes sociais com um pequeno comentário, como "algumas leis realmente fazem sentido – assim como as leis de Deus".

• Pesquise na internet os vários tipos de leis naturais, como as leis da física e as leis da genética. Leia também o que o livro Patriarcas e Profetas diz sobre os Dez Mandamentos, no capítulo 27. O que todas essas leis têm em comum, além do Autor? Compartilhe sua pesquisa com sua classe da Escola Sabatina.

Pense Nisto

Em Mateus 7:16, Jesus disse: "Vocês os reconhecerão por seus frutos." Que frutos estão crescendo em sua vida? O que eles falam a respeito de seu caráter e das mudanças que, com a ajuda de Deus, você precisa operar em sua vida?

Kathy Bollinger | Lincoln, Nebraska, EUA

Lição 4 - Adultos - 2º Trimestre de 2014

Lições Adultos Cristo e Sua lei

Lição 4 - Cristo e a lei no Sermão da Montanha
19 a 26 de abril

Lição 4 - 2º Trimestre de 2014


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ano Bíblico: 1Rs 20, 21


VERSO PARA MEMORIZAR:
"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5:17, 18).

Leituras da Semana:
Mt 5:17-20; Lc 16:16; Mt 5:21-32; Rm 7:24; Mt 5:33-37; 5:38-48

Quando a maioria das pessoas pensa sobre o Sermão da Montanha, pensa automaticamente nas "bem-aventuranças" (Mt 5:1-12). No entanto, o Sermão da Montanha abrange três capítulos, que foram divididos em quatro seções. As "bem-aventuranças" constituem apenas a primeira seção. Na segunda seção, Jesus compara os cristãos à luz e ao sal (Mt 5:13-16). Na terceira, Mateus 5:17-48, Jesus nos dá uma nova e mais profunda perspectiva sobre a lei. A quarta seção é a mais longa, Mateus 6:1–7:23, na qual Jesus apresenta um claro ensino sobre o comportamento cristão. O Sermão da Montanha termina com a parábola dos dois construtores, um sábio e outro tolo (Mt 7:24-27), que enfatiza a importância da obediência ao que Deus nos chama a fazer.

Nesta semana, examinaremos a terceira seção, Mateus 5:17-48 (a qual os teólogos chamam de antíteses [opostos], casos em que fortes contrastes são apresentados), para descobrir o que ela nos ensina sobre a lei.

 

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Domingo

Ano Bíblico: 1Rs 22; 2Rs 1


"Nem um i ou um til"

 

1. Leia Mateus 5:17-20. Que lição importante essa passagem ensina sobre a verdadeira obediência à lei? O que Jesus sugeriu sobre a atitude dos fariseus em relação à lei?

Jesus começou essa seção afirmando que não veio para abolir "a Lei ou os Profetas" (Mt 5:17). Embora não haja nenhuma referência a isso, muitos veem essa expressão como uma fórmula convencionada para representar todo o Antigo Testamento (leia também Mt 7:12; 11:13; 22:40; Lc 16:16; At 13:15; 24:14; Rm 3:21). A despeito do que Seus adversários alegavam, Jesus não atacou o próprio livro que revelava a vontade de Seu Pai. Em vez disso, Seu objetivo era "cumprir" a lei e os profetas, não revogá-los.

A palavra usada para "cumprir" (plero) significa literalmente "encher completamente" ou "completar". Ela tem o sentido de "encher até a borda". Há duas maneiras de entender a palavra "cumprir". Uma delas é colocar a ênfase em Jesus como sendo o cumprimento das Escrituras (por exemplo, Lc 24:25-27; Jo 5:39). No entanto, a chave para compreender esse texto está no contexto imediato, que mostra que Jesus não veio para abolir as Escrituras, mas para revelar sua essência interior.

Tendo estabelecido Seu propósito mais amplo, Jesus mudou a ênfase do Antigo Testamento, em geral, para a lei, em particular. Quase como se soubesse que as pessoas um dia O acusariam de abolir a lei, Ele advertiu que, enquanto o céu e a Terra permanecerem, a lei continuará existindo, "até que tudo se cumpra" (Mt 5:18). Com essa declaração, Jesus confirmou a perpetuidade da lei.

Na verdade, a lei é tão importante que todo aquele que transgredir seus preceitos "será chamado o menor no reino dos Céus" (Mt 5:19, ARC). Essa é apenas uma forma de dizer que ele não estará no reino. Por outro lado, aquele que permanecer fiel à lei estará no reino. Jesus não hesitou em apontar que Ele não estava promovendo a justiça vazia dos escribas e fariseus, mas uma justiça que brotava de um coração que ama a Deus e procura cumprir Sua vontade.

 

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Segunda

Ano Bíblico: 2Rs 2, 3


Homicídio (Mt 5:21-26)

 

Depois de esclarecer Sua intenção de confirmar a lei, Jesus começou a explicar uma justiça que excede a dos escribas e fariseus. Ele começou citando o sexto mandamento (Êx 20:13) e resumindo, a partir da lei de Moisés, a pena por sua transgressão (Êx 21:12; Lv 24:17).

O sexto mandamento não inclui todos os casos em que uma pessoa mata outra. Em casos de homicídio, uma pessoa podia fugir para uma cidade de refúgio e obter asilo temporário (Êx 21:13; Nm 35:12). No entanto, aquele que intencionalmente tirava a vida de alguém seria julgado rapidamente. Em Sua explicação, Jesus não focalizou o ato em si, mas o motivo e as intenções de quem comete o ato. Uma pessoa podia tirar uma vida acidentalmente, mas aquele que teve a intenção de tirar uma vida pecou antes da execução do terrível ato. Muitos assassinos em potencial são impedidos apenas pela falta de oportunidade.

2. Leia Mateus 5:22. O que Jesus comparou ao assassinato? Como 1 João 3:15 enfatiza esse ponto? Qual foi a verdadeira questão que Jesus apontou, e o que isso nos diz sobre o alcance da lei de Deus?

Embora a Bíblia frequentemente fale sobre o poder das palavras, Jesus levou a questão para um nível mais profundo. Muitas vezes, o único propósito das palavras ásperas ou xingamentos é despertar sentimentos negativos na vítima. A lição de Jesus foi muita clara. Não apenas aqueles que executam o crime são culpados de assassinato, mas também os que falam palavras rudes para os outros ou alimentam pensamentos homicidas. Ele aconselhou os que abrigam tais pensamentos a se reconciliarem com suas vítimas antes de ir para o altar (Mt 5:23-26).

Pense na implicação das palavras de Jesus no texto da lição de hoje. Quais palavras você tem falado aos semelhantes? O que esse elevado padrão ensina sobre a necessidade de ser coberto pela justiça de Cristo?

 

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Terça

Ano Bíblico: 2Rs 4, 5


Adultério (Mt 5:27-32)

 

O exemplo que Jesus apresentou em seguida envolve os mandamentos sobre o adultério. Primeiro, ele citou o sétimo mandamento: "Não adulterarás". No contexto da lei de Moisés, o adultério ocorria quando uma pessoa casada se envolvia sexualmente com alguém que não fosse seu cônjuge. A lei era muito clara em que ambas as partes culpadas de adultério deviam ser condenadas à morte. Assim como acontece com o sexto mandamento, Jesus mostrou as implicações mais profundas desse mandamento específico.

O adultério muitas vezes começa muito antes da concretização do ato. Da mesma forma que o assassinato começa com a intenção de causar dano permanente a alguém, o adultério começa no exato momento em que o indivíduo deseja sensualmente outra pessoa, casada ou solteira, com quem ele não é casado.

3. Leia Mateus 5:29, 30. Jesus poderia ter sido mais firme ao descrever o perigo do pecado? Depois de considerar esse texto, leia Romanos 7:24. Que verdades importantes são encontradas ali?

Jesus ofereceu uma solução instantânea para aqueles pecados que foram expostos. A solução não é seguir com o pecado, mas fazer uma autocirurgia radical. Com metáforas fortes, Jesus aconselhou a pessoa que tem o problema a fazer o que é necessário se ela deseja entrar no reino. Isso pode significar tomar um caminho diferente para ir ao trabalho ou terminar uma amizade querida, mas o ganho eterno supera em grande medida as paixões do momento.

Como vimos antes, Moisés permitiu o divórcio, embora soubesse que isso não fosse parte do plano original de Deus. Depois de advertir os homens casados contra seus olhares impuros e admoestá-los a controlar seus impulsos, Jesus incentivou a fidelidade no casamento.

"A entrega da vontade é representada como arrancar o olho ou cortar a mão. Parece-nos muitas vezes que, sujeitar a vontade a Deus é o mesmo que consentir em passar pela vida mutilado ou aleijado. Porém, como Cristo disse, é melhor que o eu seja mutilado, ferido e aleijado, desde que entremos na vida. Aquilo que consideramos um desastre, é a porta para um mais elevado bem" (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 61).

Que implicações as palavras da citação acima têm para você?

 

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Quarta

Ano Bíblico: 2Rs 6–8


Promessas, promessas […] (Mt 5:33-37)

 

As duas primeiras antíteses (sobre o homicídio e o adultério) fundamentam-se no Decálogo. A antítese a respeito do divórcio e as que se seguem são tiradas de outras seções da lei mosaica, incluindo aquela sobre o falso juramento e o cumprimento das promessas feitas ao Senhor.

4. Leia Levítico 19:11-13. Que pontos específicos são destacados nesse texto? Leia também Êx 20:7.

A lei mosaica específica, citada por Jesus, está listada em uma seção de Levítico que condena uma série de práticas enganosas. Nesse contexto, também é evidente que a preocupação de Jesus é com as intenções. Qualquer pessoa que faz uma promessa sem intenção de cumpri-la toma uma decisão consciente de pecar.

Embora o mandamento contra o falso juramento (Lv 19:11-13) esteja relacionado a promessas feitas a outras pessoas, o segundo mandamento (Êx 20:7) diz respeito a promessas feitas a Deus.

5. Leia Deuteronômio 23:21-23. De que forma esses versos se relacionam com as palavras de Jesus em Mateus 5:33-37? Leia também At 5:1-11.

Ao contrário da pessoa culpada de falso juramento, aquela que faz um compromisso financeiro com Deus não está necessariamente com intenção de enganar. No entanto, Jesus conhece a natureza humana e adverte para que não façamos promessas das quais possamos nos arrepender mais tarde. A história de Ananias e Safira, que fizeram uma promessa a Deus com toda a intenção de cumpri-la, mas mudaram de ideia e receberam de Deus o juízo fatal, é um poderoso exemplo da maneira pela qual Deus vê esse pecado. Em lugar de fazer promessas que o indivíduo pode não conseguir cumprir, o cristão deve ser uma pessoa de integridade, cujo "sim" signifique "sim" e cujo "não" signifique "não".

Pense em um momento no qual você fez uma promessa (a uma pessoa ou a Deus) que você pretendia cumprir, mas não cumpriu. Como você pode evitar esse problema? E quanto às promessas feitas a si mesmo, as quais você renegou?

 

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Quinta

Ano Bíblico: 2Rs 9–11


Lex talionis (Mt 5:38-48)

 

Parece que o tema comum nesta passagem (Mt 5:38-48) é a vingança. Esse primeiro tema diz respeito aos muitos mandamentos na lei mosaica construídos sobre o princípio de retribuir um crime com punição igual, uma ideia chamada lex talionis [lei de talião], uma expressão latina que significa "lei da retaliação".

Como vemos em uma série de passagens (Êx 21:22-25; Lv 24:17-21; Dt 19:21), a lei exigia que o ofensor sofresse a mesma experiência da vítima. Se a vítima perdesse um olho, braço, pé, ou a vida, o agressor também deveria passar por isso. Essa "lei da retaliação" era comum em várias civilizações antigas. Por que não, uma vez que a lei parece revelar um simples princípio de justiça?

É importante perceber que esse princípio existia para limitar a retaliação, ou seja, para impedir que as pessoas tirassem do mal feito a elas mais do que tinham o direito de tirar. Assim, em muitos aspectos, essa lei devia garantir que a justiça não fosse pervertida.

Portanto, em Mateus 5:38-42 Jesus não estava necessariamente atacando a legitimidade de uma lei que exigia que uma pessoa fosse punida por um crime. Em vez disso, Jesus focalizou a resposta dos cristãos às pessoas que tentam tirar vantagem deles. Em vez de procurar oportunidades para vingança, os cristãos devem "retaliar" com bondade, algo que podemos fazer somente mediante a graça de Deus agindo em nós. Nesse apelo, Jesus nos leva a um nível mais profundo em nossa compreensão do que significa ser um seguidor do Senhor.

A antítese final aborda a atitude que promove o amor aos amigos e ódio aos inimigos. O mandamento do amor ao próximo é encontrado em Levítico 19:18. Apesar da orientação encontrada em Deuteronômio 23:3-6, acerca dos moabitas e amonitas, não há texto explícito que exija ódio para com os inimigos.

No contexto da época de Jesus, os judeus eram cidadãos de segunda classe, porque estavam sob a opressão estrangeira do poder romano, que ocupava sua terra. Levando em conta sua opressão, eles provavelmente se sentissem justificados em odiar o inimigo que, às vezes, os oprimia severamente. Jesus mostrou-lhes uma melhor maneira de viver, mesmo sob circunstâncias desagradáveis.

6. Leia Mateus 5:44, 45. Qual é a mensagem de Jesus nessa passagem? De que forma você pode aplicar esse ensinamento na própria vida em relação a alguém que o tenha prejudicado?

 

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Sexta

Ano Bíblico: 2Rs 12–14


Estudo adicional

 

Leia, de Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 298-314: "O Sermão da Montanha".

"Jesus toma separadamente os mandamentos, e lhes expõe a profundidade e a largura das reivindicações. Em lugar de remover um jota de sua força, mostra quão vasto é o alcance de seus princípios […]" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 310).

O amor é o princípio de ligação na lei de Deus. Em cada uma das antíteses, Jesus exalta o princípio do amor: o amor impede que uma pessoa alimente o ódio contra seu irmão, mantém marido e mulher juntos, desafia o cristão a ser sempre honesto em suas relações com os outros e com Deus, permite que a pessoa reaja com bondade quando prejudicada e capacita o indivíduo a tratar o inimigo como ele gostaria de ser tratado.

Perguntas para reflexão
1. Jesus disse: "Ouvistes que foi dito aos antigos" (Mt 5:21). Em seguida, disse: "Eu, porém, vos digo [...]" Depois, apresentava as antíteses. Note que alguns dos ditos "antigos" foram citações diretas da Bíblia ou tiradas dos ensinamentos do Antigo Testamento. Assim, o problema não estava com as referências, mas com a maneira pela qual elas haviam sido interpretadas. Consideramos as coisas de modo muito superficial, ignorando o significado mais profundo?

2. Muitos caem na armadilha de interpretar textos de forma isolada. Em Mateus 5:48, somos exortados a ser perfeitos como nosso Pai celestial. Como a interpretação desse texto em seu contexto imediato (Mt 5:43-48) demonstra a importância do cuidadoso estudo da Bíblia? Como você responderia a alguém que alegasse que esse texto ensina a impecabilidade? O que o texto está ensinando? Por que esse ensino revela o verdadeiro significado de ser seguidor de Jesus?

3. Como os textos que estudamos, especialmente sobre o homicídio e o adultério, mostram o erro dos que afirmam que a lei foi abolida depois da cruz?

Respostas sugestivas: 1. Por meio de suas tradições e atitudes, os fariseus invalidaram e perverteram a lei de Deus. De fato, eles não eram fiéis guardadores da lei. 2. O ódio e os sentimentos destrutivos em relação aos semelhantes. Quem odeia é assassino e não tem a vida eterna em si. Quem tem vida eterna não deseja tirar a vida de outra pessoa. A lei de Deus é muito ampla. Ela orienta não apenas nossos atos, mas também nossas intenções. 3. Nossos olhos e nossas mãos podem nos levar ao pecado. Acabamos realizando aquilo que nutrimos com nossos sentidos e nossa mente. Na realidade, o pecado já começa nas intenções impuras. Somente a graça de Jesus pode nos livrar dessa morte espiritual. 4. Devemos ser honestos e verdadeiros em nossos negócios e em nossas palavras, tanto em nosso relacionamento com o próximo quanto em nosso relacionamento com Deus. Devemos cumprir as promessas que fazemos a Deus e honrar Seu nome. 5. O Antigo Testamento adverte quanto ao pecado de fazer votos e não cumprir. Por isso, seria melhor não fazer um voto do que deixar de cumpri-lo. Jesus ensinou que não devemos jurar nem fazer promessas das quais possamos nos arrepender, a exemplo do que ocorreu com Ananias e Safira. 6. Devemos amar a todos, inclusive os inimigos. Precisamos bendizer aquele que nos amaldiçoa, fazer o bem ao que nos odeia e orar pelo que nos maltrata e persegue. Deus é generoso com todos e devemos ser como Ele.

 

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Lição 1 - Jovens - 2º Trimestre de 2014

Lições Jovens Discipulado

Lição 1 - As leis nos dias de Cristo
29 de março a 4 de abril

Lição 1 - 2º Trimestre de 2014


"De fato, quando os gentios, que não têm a lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a lei" (Rm 2:14).


Prévia da semana: Várias leis governavam a sociedade na época de Cristo. Uma compreensão do contexto histórico e cultural provê um quadro para a lei moral de Deus, os Dez Mandamentos.

Leitura adicional: Salmo 111:1, 7-9; Provérbios 3:1-4; Romanos 13:9, 10; Patriarcas e Profetas, p. 303-314; Nisto Cremos, p. 263-279

 


Domingo

23 de março


As leis e a lei

Lição - Introdução

Existem vários tipos de leis: leis de trânsito; leis da física; leis que governam uma nação; leis religiosas; etc. De modo geral, elas servem para promover o bem-estar do ser humano.

Quando falamos em lei, precisamos nos lembrar do maior dos legisladores: Deus. Em última análise, todas as boas leis que existem são, de forma direta ou indireta, inspiradas em Seus mandamentos.

Observe o gráfico abaixo. Perceba como o caráter de Deus está intimamente ligado à Sua lei. Deus e Seus mandamentos têm as mesmas características.*

Lição - tabela

Nesta semana, começaremos a estudar a lei de Deus, examinando os tipos de leis que havia nos tempos de Cristo.

* Sétimo Dia, https://setimodia.wordpress.com/2010/12/01/escrito-em-pedra/ (acessado em 25 de novembro de 2013).

Mãos à Bíblia

1. Leia Lucas 2:1-5. De que forma José e Maria interagiram com o poder político? Que lições podemos aprender com isso?

A ênfase da lei romana era a ordem na sociedade. Por isso, ela não abordava apenas questões de governo, mas também estabelecia regras para o comportamento no âmbito doméstico. Além de estipular os procedimentos para a seleção de pessoas para cargos públicos, o direito romano também lidava com coisas como o adultério e a relação entre senhores e escravos. Muitos dos códigos sociais são semelhantes aos encontrados no Antigo Testamento e em outras sociedades. Não é preciso ser especialista em história romana a fim de compreender o que precisamos para a salvação. No entanto, o conhecimento histórico é realmente útil

Melody Ferrada | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Segunda

31 de março


Jesus e as leis

Lição - Exposição

Os judeus do tempo de Cristo viviam sob muitos tipos de lei. Havia os Dez Mandamentos e as leis mosaicas, tanto para assuntos morais quanto civis. Ainda havia as tradições das autoridades religiosas, chamadas de leis rabínicas. Além de suas próprias leis e costumes, os judeus estavam sujeitos também a um governo estrangeiro, o romano.

Sob o governo romano (Mt 5:41; Lc 2:15; Mc 12:17; Jo 19:7). Jesus nasceu em um tempo de ocupação estrangeira na história de Israel. Inicialmente, os romanos haviam colocado a Judeia sob a liderança local e semi-independente de Herodes, o Grande. Após a morte dele, a Judeia foi dividida entre seus três filhos e, mais tarde, Pôncio Pilatos se tornou governador. Os judeus eram tratados como cidadãos de segunda classe em seu próprio país. Não tinham os mesmos direitos dos romanos e eram forçados a carregar cargas para os cidadãos do Império (Mt 5:41). Eram sujeitos a impostos romanos e ao recenseamento (Lc 2:1-5; Mc 12:17). Sem a permissão romana (Jo 19:7), nem mesmo podiam cumprir suas leis civis como descritas na Torá.

Jesus cumpriu a lei romana mesmo em face da injustiça. Ele advertiu Seus seguidores a percorrer uma milha a mais quando exigissem deles (Mt 5:41). E quando foi interrogado pelos fariseus se eles deveriam pagar os impostos aos romanos, Jesus respondeu: "Deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mc 12:17).

A lei rabínica (2Rs 24:15; Mt 15:9; Mc 2:23; 3:1-6; Lc 13:34; Jo 5:8). Os israelitas, bem como as tribos de Judá e Benjamim, caíram na idolatria vez após vez. Após várias oportunidades de arrependimento rejeitadas, Deus deixou que o povo colhesse a consequência de seus erros. Os babilônios arruinaram o templo e levaram cativa grande parte da população judaica. Depois que Neemias, sob a direção de Deus, restaurou o templo e reconstruiu os muros de Jerusalém, os líderes judeus criaram leis para proteger os Dez Mandamentos e as leis da Torá, para que assim o povo judeu nunca mais fosse levado cativo. O mandamento de Deus para guardar o sábado, por exemplo, foi expandido para incluir regras bastante minuciosas, que estabeleciam desde a distância que alguém podia caminhar nesse dia até se alguém podia ou não pegar um lenço do chão durante o sábado.

Jesus parecia ter pouca consideração por essas tradições. Ele começou a curar no sábado pessoas que não corriam risco de morte. Ele permitiu que Seus discípulos colhessem grãos e os comessem no sábado. Ele até mesmo ordenou que algumas das pessoas que Ele curou pegassem sua cama e a levassem para casa nesse dia. Tudo isso fez com que os fariseus e líderes religiosos se sentissem contrariados e ameaçados.

As leis mosaicas (Dt 22:23, 24; 24:1-4; Mt 19:9; Jo 8:1-11). Elas estabeleciam regras para o dia a dia do povo de Israel. Algumas dessas leis apontavam para Cristo. Após Sua morte na cruz, os sacrifícios e cerimônias no templo não eram mais necessários. O tipo havia encontrado o antítipo.

A lei mosaica permitia que o marido desse um certificado de divórcio à sua esposa, caso ele descobrisse nela algo que o desagradasse (Dt 24:1-4). Jesus, no entanto, disse que a única razão para o divórcio são as relações sexuais ilícitas (Mt 19:9). Assim, Cristo chamou o povo para um padrão mais elevado.

Embora as leis civis e cerimoniais também tivessem sido dadas por Deus, elas eram de caráter transitório. Cristo veio ao mundo para dar a essas leis seu devido cumprimento, ampliando e aprofundando seu significado.

A lei moral (Mt 5:21, 22; 19:16-26; Mt 25, 27-28, Mc 12:30, 31; Hb 4:15). Os Dez Mandamentos nos mostram o caráter de Deus e a nossa condição pecaminosa. Jesus guardou perfeitamente essa lei. Embora Ele soubesse que a salvação não vem por meio da lei, ainda assim Ele a obedeceu (Mt 19:16-26). Cristo ensinou que os mandamentos da lei podem ser resumidos em uma palavra: amor – para com Deus, acima de todas as coisas, e para com o próximo, como a nós mesmos (Mc 12:30, 31).

Enquanto os líderes judeus observavam rigorosamente apenas o aspecto legal dos mandamentos, Jesus destacou os princípios espirituais por trás da lei. No Sermão da Montanha, Ele demonstrou que guardar externamente a lei não é o suficiente. Todos nós pecamos, tanto exteriormente quanto em nosso coração. Por isso, de acordo com Jesus, o ódio é equivalente ao assassinato e a lascívia é equivalente ao adultério (Mt 5:21; 27, 28). Nenhum de nós pode se vangloriar de guardar perfeitamente os mandamentos.

Obedecer à lei e demonstrar amor aos outros e a Deus não dependem do nosso legalismo, mas são a consequência natural de nosso relacionamento com Cristo e Sua graça. Não é o legalismo dos fariseus que nos salvará, mas os méritos de nosso perfeito Salvador.

Mãos à Bíblia

O órgão legislativo responsável pela administração da lei judaica era chamado Sinédrio, composto por 71 homens escolhidos entre os sacerdotes, anciãos e rabinos e era presidido pelo sumo sacerdote. A lei civil judaica estava fundamentada nos códigos civis revelados nos cinco livros de Moisés. Na época de Jesus, os judeus estavam sujeitos ao direito romano. No entanto, o governo romano permitia que eles usassem a lei mosaica a fim de resolver questões relacionadas com seus costumes.

2. Leia Mateus 26:59-61; Hebreus 10:28; Deuteronômio 17:2-6. Que princípio importante é visto nesses textos? O que isso nos diz a respeito dos conceitos bíblicos de justiça e igualdade?

Jill Manoukian | Indianápolis, Indiana, EUA

Terça

1 de abril


O amor de Deus por Seus filhos

Lição - Testemunho

"Deus criou o homem perfeitamente santo e feliz; e a linda Terra, ao sair das mãos do Criador, não apresentava nenhum vestígio de decadência nem sombra de maldição. Foi a transgressão da lei de Deus – a lei do amor – que trouxe sofrimento e morte. Contudo, mesmo em meio a sofrimentos que resultam do pecado, revela-se ainda o amor de Deus. Está escrito que Deus amaldiçoou a Terra por causa do homem (Gn 3:17). Os espinhos e cardos – as dificuldades e provações que tornam a vida cheia de trabalhos e cuidados – foram designados para seu bem, constituindo no plano de Deus uma parte da escola necessária para seu reerguimento da ruína e degradação que o pecado causou. Embora caído, o mundo não é todo tristeza e miséria. Na própria natureza há mensagens de esperança e conforto. Há flores sobre os cardos, e os espinhos se acham cobertos de rosas" (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 9, 10).

"A natureza e a revelação dão testemunho do amor de Deus. Nosso Pai celestial é a fonte de vida, sabedoria e felicidade. Olhe para as coisas maravilhosas e lindas que há na natureza. Pense como, de forma surpreendente, elas se adaptam às necessidades não só das pessoas, como de todos os seres criados. O brilho do sol e a chuva, que alegram e refrescam o solo, as colinas, os mares, as planícies, tudo isso nos fala do amor do Criador" (Ibidem, p. 9).

"A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. […] O amor de Deus tem sido revelado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono e o fruto de Seu amor. Era o desígnio de Satanás divorciar a misericórdia da verdade e da justiça. Ele buscou provar que a justiça da lei divina é um inimigo da paz. Mas Cristo mostrou que, no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. 'A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram' (Sl 85:10)" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 762).

Mãos à Bíblia

3. Leia Levítico 1:1-9; 2:14-16; 5:11-13. A que essas leis se referiam? Que importantes verdades elas ensinavam?

Além das leis civis de Israel, havia também o que é geralmente chamado de "lei cerimonial". Essa lei estava centralizada no santuário e em seus rituais, os quais foram projetados para ensinar aos filhos de Israel o plano da salvação e apontar para eles o Messias que viria. Uma vez que Ele completasse Sua obra na Terra, esse antigo sistema, juntamente com seus sacrifícios, rituais e festas já não seria necessário (Hb 9:9-12). Embora já não observemos a lei cerimonial, ao estudá-la, podemos reunir ideias sobre o plano da salvação.

Harry Yamniuk | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Quarta

2 de abril


O Legislador e os "doutores" da lei

Lição - Evidência

Desde o início de Seu ministério, Jesus teve problemas com os intérpretes da lei. Eles O seguiam pela Galileia e arredores de Jerusalém, prontos para O atacarem e surpreendê-Lo com alguma questão legal. Eles tinham tudo para reconhecer que Jesus era um Ser divino. Afinal, eles estavam às margens do Jordão quando João O batizou e declarou ser Ele o Cordeiro de Deus, e quando a voz do Pai O proclamou como Seu Filho amado. Mas eles insistiram em permanecer no legalismo, rejeitando Cristo e Sua mensagem.

Quando Jesus permitiu que Seus seguidores colhessem espigas ao caminharem por um campo no sábado, porque estavam com fome, os fariseus o rotularam como transgressor da lei (Mt 12:1-8). Quando Ele curou o homem no tanque de Betesda em um sábado, eles novamente O acusaram de transgredir o mandamento.

Precisamos nos lembrar de que a implicância daqueles líderes em relação a Jesus era fundamentada em seu orgulho religioso e em suas tradições, não na lei, tal qual Deus a entregou a Israel.

Veja que grande ironia: Os judeus odiavam as leis rígidas e arbitrárias que os romanos impunham sobre eles. No entanto, ao cercarem a lei de Deus com regras minuciosas e exageradas, acabaram tornando seu sistema de leis tão opressor quanto o dos romanos, ou mais.

Precisamos evitar os dois extremos: o legalismo – ênfase exagerada na lei e no comportamento, que torna os mandamentos de Deus chatos e indigestos – e a graça barata – a ideia de que Jesus é tão "bonzinho" que, por nos amar, vai fazer vistas grossas aos nossos pecados. A lei e a graça de Deus devem ser vistos e experimentados de forma equilibrada.

Mãos à Bíblia

Além das leis mosaicas, os judeus da época de Jesus também estavam familiarizados com a lei dos rabinos. Esses eram o braço acadêmico dos fariseus, e assumiam a responsabilidade de garantir que a lei mosaica permanecesse relevante para o povo. Os rabinos contaram 613 leis nos cinco livros de Moisés (incluindo 39 relacionadas ao sábado). Eles usavam essas leis como base para sua legislação e complementavam as leis escritas com uma lei oral que consistia em interpretações dos principais rabinos.

4. Leia Lucas 14:1-6; João 9. Embora Jesus tenha sido acusado de transgredir o sábado com Seus milagres de cura, será que o Antigo Testamento considerava pecado curar no dia de sábado? Como podemos evitar os erros dos judeus enquanto procuramos "andar fielmente no caminho"?

Lincoln Steed | Hagerstown, Maryland, EUA

Quinta

3 de abril


O amor cumpre a lei

Lição - Aplicação

A Bíblia narra nossa história e revela nosso futuro. Ela também revela esperança para um mundo faminto, egoísta e perdido. Essa esperança envolve um Salvador que deseja viver em nosso coração. Quando Ele habita em nós por meio de Seu Espírito, também nos ajuda a guardar a lei de Deus. Sua lei é de amor a Ele (os quatro primeiros mandamentos) e amor pelas pessoas (os últimos seis mandamentos). O amor é a base da lei de Deus.

Enquanto os fariseus ampliaram os Dez Mandamentos em um sistema de 613 regras (365 comandos negativos e 248 leis positivas), em contraste, Jesus foi capaz de resumir toda a Lei em apenas dois mandamentos que, por sua vez, se resumem no amor.

A aplicação de hoje será por sua conta. Utilize as linhas abaixo para listar pelo menos seis maneiras pelas quais você pode colocar em prática a essência da lei – o amor – com relação a Deus e ao seu próximo. Ore e peça que Deus o ajude a colocar sua lista em prática.

Mãos à Bíblia

Os Dez Mandamentos superavam qualquer sistema jurídico conhecido por judeus no primeiro século. Mesmo os fariseus, que tinham memorizado meticulosamente as 613 leis mosaicas, reconheciam a importância dos Dez Mandamentos. A divisão da Mishná chamada Tamid (5:1) contém um mandamento rabínico de recitar os Dez Mandamentos diariamente. Acreditava-se que todas as outras leis estavam contidas nos Dez Mandamentos.

5. Leia Mateus 19:16-19; Romanos 13:8-10; Tiago 2:8-12. O que esses versos dizem sobre o papel dos Dez Mandamentos na vida dos seguidores de Cristo?

Pense Nisto

Violência urbana, abuso infantil, drogas e outros problemas terríveis têm tirado a vida de milhares de pessoas. Qual é o papel da igreja como agente do amor diante dessas situações?

Sonikile Tembo | Winnipeg, Manitoba, Canadá

Sexta

4 de abril


"Em vão Me adoram"

Lição - Opinião

Desde tempos imemoráveis, a sociedade tem sido governada por tradições (ritos, costumes e práticas) passadas de uma geração a outra através da comunicação oral ou escrita. Quebrar essas tradições frequentemente significa morrer ou ser afastado da sociedade.

É errado manter uma tradição quando ela põe em risco a integridade das pessoas. Por exemplo, todos os anos, na Espanha, na cidade de Castrillo de Murcia, homens vestidos de diabo pulam por cima de bebês enfileirados na rua.1 Também existe o mergulho de Ano Novo na Sibéria, no qual homens mergulham no Lago Baikal – o mais profundo do mundo. Os mergulhadores abrem um buraco no gelo e então mergulham a 40 metros de profundidade. Um dos mergulhadores leva consigo uma árvore para que todos dancem ao redor dela.2 São tradições bastante perigosas, concorda? E se um daqueles homens cair sobre os bebês? E se um pai, filho ou marido se afogar durante o mergulho? Algumas tradições, no entanto, são boas. Lavar as mãos antes de comer, por exemplo, diminui os germes nocivos que poderiam entrar pela boca.

As pessoas do tempo de Cristo também adotaram várias tradições, muitas das quais eram criadas pelos fariseus e outros professores da lei. Algumas dessas tradições iam até mesmo contra os mandamentos de Deus. Um exemplo disso se encontra em Marcos 7:1-13. No verso 10, Jesus mencionou a importância de honrar nossos pais, como Deus ordenou (Êx 20:12). Logo em seguida, no verso 11, Ele declarou como esse mandamento era invalidado pelos líderes religiosos.

Assim Jesus nos ensina que é mais importante obedecer às leis de Deus do que seguir as tradições humanas. Ao tentarem ensinar a lei de Deus, os escribas e fariseus somente sobrecarregaram as pessoas com suas tradições. Em vão eles adoravam a Deus, pois "seus ensinamentos não [passavam] de regras ensinadas por homens" (Mt 15:9).

Como seguidores de Jesus, somos convidados a estudar Sua Palavra diariamente e obedecê-­la. Se fizermos isso, ninguém nos fará escravos de "filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo" (Cl 2:8).

1. Wikepedia.com, "Baby jumping", http://en.wikipedia.org/wiki/Baby_jumping (acessado em 26 de março de 2013).
2. TopTenz, "Top Ten Dangerous Traditions", http://www.toptenz.net/top-10-dangerous-traditions.php#ixzz2OfWQiK5b (acessado em 26 de março de 2013).

Mãos à obra

• Cante a música "Êxodo 20", de Daniel Lüdtke (DVD Filhos de Israel, gravadora Novo Tempo), decore a letra e medite na perfeição da lei de Deus.

• Entreviste um idoso e procure saber a respeito de como as pessoas, especialmente os jovens, pareciam ser mais obedientes às regras no passado. Procure entender, à luz da Bíblia, o porquê de as coisas terem piorado tanto.

• Decore os Dez Mandamentos e os recite em sua classe da Escola Sabatina. Façam uma competição para ver quem é capaz de memorizar com mais detalhes.

Collins Kalaluka | Winnipeg, Manitoba, Canadá